Fogo deixa meia centena de postos de trabalho em risco

Muitas fábricas forram destruídas. Empresas como Moviflor, Sonae e PSA atingidas

Oliveira do Hospital terá sido concelho mais afetado. Entre 400 e 600 postos de trabalho ficaram em risco depois de fogos.

Moviflor, Sonae Indústria e PSA são apenas a face visível das dezenas de empresas atingidas pela vaga de incêndios que devastaram a região centro e norte do país. Há relatos de várias fábricas destruídas e centenas de empregos em risco. Oliveira do Hospital terá sido o concelho mais afetado.

A Moviflor perdeu o centro logístico, na zona industrial de Mamodeiro, em Aveiro. Apesar de as duas lojas (Aveiro e Coimbra) continuarem a funcionar com normalidade, a empresa está com problemas de stock: várias fornecedoras de móveis para a Moviflor também viram os armazéns destruídos.

A Sonae Indústria teve de encerrar as fábricas de Oliveira do Hospital e de Mangualde depois de terem ardido parte dos parques de madeira e zonas limítrofes. A empresa diz que a avaliação de danos será feita "logo que seja possível o acesso sem restrições à totalidade das instalações".

Também em Mangualde, a fábrica da Peugeot-Citroën (PSA) esteve de portas fechadas. Mesmo sem incêndios nas imediações, não foram montados automóveis devido ao corte de estradas de acesso à unidade, estarem trabalhadores a combater fogos junto das suas casas e a presença de fumo e de partículas em suspensão.

Ao longo do dia surgiram relatos de fábricas destruídas nos concelhos de Mira, Lousã, Oliveira do Hospital, Oliveira de Frades, Seia e Viseu. Meo, Nos e Vodafone, EDP e REN viram arder milhares de quilómetros de cabos elétricos e de telecomunicações.

Até 15 de setembro, os incêndios já tinham custado 613 milhões euros à economia, segundo a comissão técnica independente do incêndio de Pedrógão Grande.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Daniel Deusdado

Estou a torcer por Rio apesar do teimoso Rui

Meu Deus, eu, de esquerda, e só me faltava esta: sofrer pelo PSD... É um problema que se agrava. Antigamente confrontava-me com a fria ministra das Finanças, Manuela Ferreira Leite, e agora vejo a clarividente e humana comentadora Manuela Ferreira Leite... Pacheco Pereira, um herói na cruzada anti-Sócrates, a voz mais clarividente sobre a tragédia da troika passista... tornou-se uma bússola! Quanto não desejei que Rangel tivesse ganho a Passos naquele congresso trágico para o país?!... Pudesse eu escolher para líder a seguir a Rio, apostava tudo em Moreira da Silva ou José Eduardo Martins... O PSD tomou conta dos meus pesadelos! Precisarei de ajuda...?

Premium

arménios na síria

Escapar à Síria para voltar à Arménia de onde os avós fugiram

Em 1915, no Império Otomano, tiveram início os acontecimentos que ficariam conhecidos como o genocídio arménio. Ainda hoje as duas nações continuam de costas voltadas, em grande parte porque a Turquia não reconhece que tenha havido uma matança sistemática. Muitas famílias procuraram então refúgio na Síria. Agora, devido à guerra civil que começou em 2011, os netos daqueles que fugiram voltam a deixar tudo para trás.