Explosão em Alfama: "Tem sido recorrente o cheiro a gás"

Morador do prédio onde se deu o acidente descreve o que aconteceu

As explosões que esta tarde se registou num prédio de habitação em Alfama, Lisboa, fez dois feridos e terá tido origem numa fuga de gás.

Álvaro Filho, que está há 11 meses em Lisboa e que veio do Brasil para Portugal para fazer o seu doutoramento, vive no primeiro andar deste prédio de Alfama, onde ainda não entrou desde que se deu a explosão por não ter tido permissão das autoridades.

Em declarações à Lusa, disse que "tem sido recorrente o cheiro a gás desde há cinco meses" e que "várias vezes a EDP vem ao prédio", o que foi o caso também esta manhã, adiantando que se tratava de um "problema elétrico".

"Estava muito fumo. Os bombeiros vieram cá por volta da hora de almoço, desligaram a luz e voltaram a ligar e disseram-nos que podíamos fazer as coisas em casa e usar a eletricidade", relatou ainda Álvaro Filho, que contou ainda que o prédio tem quatro andares e que os dois últimos são de alojamento local.

No local, a Lusa falou também com Maria do Carmo, proprietária do escritório do rés-do-chão do prédio, que disse que "houve duas explosões", uma por volta das 17:00 e outra cerca das 19:00, tendo sido esta última que deu origem ao incêndio.

"Desde de manhã que se sentia o cheiro a gás", afirmou, acrescentando que a equipa da EDP que esteve hoje no local lhe disse para "desligar o contador".

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