Estudo defende que horas na bicicleta não causam disfunção erétil

Investigação norte-americana destaca os benefícios do exercício para a saúde sexual e geral

São vários os estudos que ligam as longas horas em cima de uma bicicleta à disfunção erétil e também a outros problemas de saúde envolvendo os órgãos sexuais masculinos. Agora, porém, uma nova investigação defende que não existe ligação entre andar de bicicleta e a degradação das funções urinárias e sexuais nos homens.

Benjamin Breyer, urologista, professor e cirurgião da Universidade da Califórnia, em São Francisco, liderou o estudo e defende que este é mais fiável porque incide sobre um universo maior do que os até agora feitos: 2500 homens.

Explica o Guardian que foram recrutados vários ciclistas, assim como nadadores e corredores que não andam de bicicleta, tendo estes homens sido questionados sobre a sua saúde sexual e genital. Os autores descobriram então que os ciclistas não estão pior do que os praticantes de natação e corrida, nas áreas estudadas. Podem ter, no entanto, mais perturbações a nível urinário.

Descobriram, aliás, que quanto maior a intensidade na prática do ciclismo, menos são os caos de disfunção erétil.

Benjamin Breyer alerta, no entanto, que devem ser evitados os comportamentos na bicicleta que levem ao adormecimento da zona do períneo. Assegura, no seguimento do estudo, que o ciclismo não causa disfunção erétil: "A minha sensação é que, para muitos, os benefícios cardiovasculares do exercício vão apoiar e potencialmente melhorar a performance, não afetá-la".

"O assunto tem mais nuances do que simplesmente saber se o ciclismo causa ou não disfunção erétil. Certamente que sentar-se no sofá ou à frente do computador oito horas por dia é a pior coisa para a saúde sexual e geral", diz também o especialista.

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