Estacionamento por 50 cêntimos para quem tem título de transporte

Parque na Ameixoeira será o primeiro a estar pronto. Seguem-se outros

Quem tiver título de transporte público poderá vir a beneficiar de parques de estacionamento por apenas 50 cêntimos por dia em Lisboa. O presidente da Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa (EMEL), Luís Natal Marques, admite ao Público que é esse o valor que está a ser pensado para vários parques. O primeiro será o da Ameixoeira, com 500 lugares, que deverá estar concluído no próximo mês, mas haverá outros.

De acordo com este responsável em declarações ao jornal, haverá parques com este tarifário na Pontinha, com dois mil lugares, no Areeiro (300 ligares) e em Pedrouços (150 lugares). E estão a ser negociados preços mais acessíveis para parques geridos por privados, nomeadamente o do Estádio da Luz, do Estádio de Alvalade e do Pingo Doce da Bela Vista.

Junto ao Metro do Senhor Roubado, também deverá existir um destes parques dissuasores.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ruy Castro

À falta do Nobel, o Ig Nobel

Uma das frustrações brasileiras históricas é a de que, até hoje, o Brasil não ganhou um Prémio Nobel. Não por falta de quem o merecesse - se fizesse direitinho o seu dever de casa, a Academia Sueca, que distribui o prémio desde 1901, teria descoberto qualidades no nosso Alberto Santos-Dumont, que foi o verdadeiro inventor do avião, em João Guimarães Rosa, autor do romance Grande Sertão: Veredas, escrito num misto de português e sânscrito arcaico, e, naturalmente, no querido Garrincha, nem que tivessem de providenciar uma categoria especial para ele.

Premium

João Taborda da Gama

Le pénis

Não gosto de fascistas e tenho pouco a dizer sobre pilas, mas abomino qualquer forma de censura de uns ou de outras. Proibir a vista dos pénis de Mapplethorpe é tão condenável como proibir a vinda de Le Pen à Web Summit. A minha geração não viveu qualquer censura, nem a de direita nem a que se lhe seguiu de esquerda. Fomos apenas confrontados com alguns relâmpagos de censura, mais caricatos do que reais, a última ceia do Herman, o Evangelho de Saramago. E as discussões mais recentes - o cancelamento de uma conferência de Jaime Nogueira Pinto na Nova, a conferência com negacionista das alterações climáticas na Universidade do Porto - demonstram o óbvio: por um lado, o ato de proibir o debate seja de quem for é a negação da liberdade sem mas ou ses, mas também a demonstração de que não há entre nós um instinto coletivo de defesa da liberdade de expressão independentemente de concordarmos com o seu conteúdo, e de este ser mais ou menos extremo.

Premium

Bernardo Pires de Lima

Em contagem decrescente

O brexit parece bloqueado após a reunião de Salzburgo. Líderes do processo endureceram posições e revelarem um tom mais próximo da rutura do que de um espírito negocial construtivo. A uma semana da convenção anual do partido conservador, será ​​​​​​​que esta dramatização serve os objetivos de Theresa May? E que fará a primeira-ministra até ao decisivo Conselho Europeu de novembro, caso ultrapasse esta guerrilha dentro do seu partido?