Em 2049 será publicado o primeiro livro escrito por robôs

Um estudo que recolheu as opiniões de 352 cientistas concluiu que a automatização total vai chegar dentro de 122 anos, com as máquinas a substituírem os humanos na maioria das tarefas

Na opinião de 350 cientistas especialistas em inteligência artificial, ouvidos num estudo desenvolvido pelas universidades de Yale e Harvard, a automatização total vai chegar em 2140, noticiou o jornal espanhol El País. Mas antes disso, a inteligência artificial vai evoluir ao ponto de as máquinas serem capazes de escrever um texto em 2026 e de publicar um livro best seller em 2049.

A maioria dos robôs poderá traduzir idiomas melhor que os humanos em 2024; conduzir camiões com mais eficiência em 2027; e serão capazes de atender melhor os clientes como funcionários de lojas em 2031.

A cirurgia poderá estar em mãos robóticas por completo em 2053 e a investigação em matemáticas em 2059.

Em todos os casos referidos, são empregos mal pagos. Ou seja, que uma máquina os faça melhor não significa que nesses anos designados pelos cientistas os empresários decidam investir totalmente na substituição dos seus empregados por máquinas.

A maioria dos especialistas entrevistados no estudo, acredita que já só é preciso esperar até 2060 para termos máquinas de inteligência de alto nível: realizar cada tarefa sem ajuda e de forma mais eficiente e barata que os trabalhadores humanos.

Os empregos mais criativos também estão ameaçados. A Google está a criar vozes humanas e a praticar com pelas musicais, as máquinas ganham ao póquer e pintam quadros de tal qualidade que levam a refletir sobre a questão dos direitos de autor, refere o El País.

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'Motu proprio' anti-abusos

1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?