É entre os 40 e os 59 anos que as pessoas são mais infelizes

Até as pessoas de 90 anos são, no geral, mais felizes e menos ansiosas do que as de meia-idade

A chamada meia-idade pode ser a altura da vida em que as pessoas são menos felizes. É o que indica um estudo do órgão britânico de estatística, o ONS, que analisou o bem-estar de mais de 300 mil adultos britânicos e concluiu que a partir dos 35 anos a satisfação e a felicidade começam a diminuir.

O estudo do ONS, divulgado esta terça-feira na imprensa britânica, demonstrou que as pessoas de meia-idade são as menos felizes, mais ansiosas e mais insatisfeitas com as suas vidas. No entanto, a partir dos 60 anos a felicidade volta a aumentar. Entre os 65 e os 79 anos é a altura em que as pessoas dizem sentir maior bem-estar, e mesmo pessoas com 90 anos dizem ser mais felizes e satisfeitas do que aquelas entre os 40 e os 59 anos. As pessoas entre os 50 e os 54 anos atingiam os níveis mínimos.

O ONS propõe que os níveis elevados de ansiedade e insatisfação com a vida encontrados nas pessoas que têm entre 40 e 59 anos pode estar ligado "ao fardo causado por ter de cuidar dos pais e dos filhos ao mesmo tempo", lê-se no relatório. As pessoas mais novas, que podem ainda estar a estudar, e as mais velhas, que podem estar reformadas, têm também mais tempo para atividades de lazer.

O ONS também sugere que a razão de haver menos ansiedade e tristeza entre as pessoas com mais de 65 anos pode ser simplesmente uma diferença geracional - que as pessoas dessa idade tenham mais capacidade para apreciar a vida - ou que esteja ligada a uma maior sabedoria que venha com a idade.

Para realizar o estudo (veja aqui em PDF), o ONS analisou dados recolhidos ao longo de três anos, entre 2012 e 2015, junto de mais de 300 mil adultos britânicos. Foi pedido aos inquiridos que classificassem a satisfação que tinham com a sua vida, o nível em que pensam que o fazem vale a pena, a sua felicidade e a sua ansiedade.

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