Dois dos 50 melhores restaurantes de São Francisco são portugueses

Os restaurantes portugueses "Uma Casa" e "A Tasca" estão entre os 50 melhores restaurantes de São Francisco, na Califórnia, segunda uma lista realizada pela revista "Wine & Spirits" na sua mais recente edição.

"Quando o chefe Telmo Faria abriu 'Uma Casa' em janeiro de 2017, tornou-se - de forma notável - o primeiro restaurante português de São Francisco", refere-se na revista.

Os autores da lista notam que "salvo duas exceções californianas, todos os vinhos da carta vêm de Portugal" e que a responsável pela garrafeira, Nora Furst, "vai muito além dos Portos, tintos do Douro e Vinho Verde, com regiões menos conhecidas como a Bairrada, Dão e Alentejo a dominar a garrafeira".

O espaço, de 75 lugares, fica no bairro de Noe Valley e inclui elementos portugueses, como azulejos, mas numa abordagem moderna.

"Não queria que fosse uma visão Disneylândia do que é Portugal", explicou Telmo Faria à agência Lusa na altura da abertura.

Quanto ao "A Tasca", que fica a norte da cidade de São Francisco, em Sonoma, a revista nota que está "completa com bastante vinho verde para aguçar o apetite e Alvarinho para acompanhar o bacalhau."

"Existem tintos leves de Lisboa para o chouriço e tourigas do Douro para um assado de cabrito", acrescenta.

A Tasca é propriedade do 'chef' Manuel Azevedo, que abriu o espaço no ano passado para oferecer uma versão mais descontraída e acessível do LaSalette, o restaurante português que tem na mesma cidade.

Sobre a lista, a revista diz que "uma grande carta de bebidas tem o poder de transformar um bar ou restaurante satisfatório em algo realmente excitante" e que os 50 locais escolhidos "surpreendem e deleitam consistentemente, abrindo novos mundos de sabor que acompanham aquilo que tem no prato."

Ler mais

Exclusivos

Premium

Opinião

"Orrrderrr!", começou a campanha europeia

Através do YouTube, faz grande sucesso entre nós um florilégio de gritos de John Bercow - vocês sabem, o speaker do Parlamento britânico. O grito dele é só um, em crescendo, "order, orrderr, ORRRDERRR!", e essa palavra quer dizer o que parece. Aquele "ordem!" proclamada pelo presidente da Câmara dos Comuns demonstra a falta de autoridade de toda a gente vulgar que hoje se senta no Parlamento que iniciou a democracia na velha Europa. Ora, se o grito de Bercow diz muito mais do que parece, o nosso interesse por ele, através do YouTube, diz mais de nós do que de Bercow. E, acreditem, tudo isto tem que ver com a nossa vida, até com a vidinha, e com o mundo em que vivemos.

Premium

Marisa Matias

Mulheres

Nesta semana, um país inteiro juntou-se solidariamente às mulheres andaluzas. Falo do nosso país vizinho, como é óbvio. A chegada ao poder do partido Vox foi a legitimação de um discurso e de uma postura sexistas que julgávamos já eliminadas aqui por estes lados. Pois não é assim. Se durante algumas décadas assistimos ao reforço dos direitos das mulheres, nos últimos anos, a ascensão de forças políticas conservadoras e sexistas mostrou o quão rápida pode ser a destruição de direitos que levaram anos a construir. Na Hungria, as autoridades acham que o lugar da mulher é em casa, na Polónia não podem vestir de preto para não serem confundidas com gente que acha que tem direitos, em Espanha passaram a categoria de segunda na Andaluzia. Os exemplos podiam ser mais extensos, os tempos que vivemos são estes. Mas há sempre quem não desista, e onde se escreve retrocesso nas instituições, soma-se resistência nas ruas.

Premium

Maria Antónia de Almeida Santos

Ser ou não ser, eis a questão

De facto, desde o famoso "to be, or not to be" de Shakespeare que não se assistia a tão intenso dilema britânico. A confirmação do desacordo do Brexit e o chumbo da moção de censura a May agudizaram a imprevisibilidade do modo como o Reino Unido acordará desse mesmo desacordo. Uma das causas do Brexit terá sido certamente a corrente nacionalista, de base populista, com a qual a Europa em geral se debate. Mas não é a única causa. Como deverá a restante Europa reagir? Em primeiro lugar, com calma e serenidade. Em seguida, com muita atenção, pois invariavelmente o único ganho do erro resulta do que aprendemos com o mesmo. Imperativo é também que aprendamos a aprender em conjunto.