Dois aviões Canadair espanhóis esperados em Viana do Castelo

O presidente da Câmara de Viana do Castelo disse estarem "ativos" no distrito 11 incêndios

Dois aviões Canadair espanhóis são esperados a qualquer momento na zona de Viana do Castelo para reforçar o combate aos 11 incêndios em curso no distrito, revelou à Lusa o presidente da Comissão Distrital da Proteção Civil (CDPC).

De acordo com José Maria Costa, "dois aviões canadair espanhóis estão a caminho" e "devem estar a chegar" ao distrito que ativou, na segunda-feira à noite, o Plano Distrital de Emergência".

O também presidente da Câmara de Viana do Castelo disse estarem "ativos" no distrito 11 incêndios, combatidas por 501 operacionais e três meios aéreos (dois aviões em Ponte de Lima e um helicóptero pesado em Mezio, Arcos de Valdevez).

Entre estes 11 incêndios que afetam o distrito, o presidente da CDPC destaca "quatro mais graves", em Cabração e Calheiros, concelho de Ponte de Lima, em Cabana Maior, Arcos de Valdevez, e em Vilar de Murteda e em Nogueira, Viana do Castelo.

José Maria Costa adiantou ainda que uma casa foi "consumida pelas chamas", em Escusa, Ponte de Lima. No concelho de Viana do Castelo, vários anexos e alfaias agrícolas foram destruídos pelo fogo, acrescentou. Em Meixedo, no mesmo concelho, "ardeu parte de uma fábrica desativada", referiu.

A Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) destacava na sua página da internet, pelas 10:20, três incêndios "importantes" no distrito de Viana do Castelo, nos concelhos de Viana do Castelo, Arcos de Valdevez e Vila Nova de Cerveira.

De acordo com a ANPC, estes três fogos mobilizavam, no total, 238 operacionais e 84 meios terrestres. As "ocorrências importantes" indicadas pela ANPC dizem respeito a incêndios rurais "de duração superior a três horas e com mais de 15 meios de proteção e socorro envolvidos".

Segundo explicou a CDPC de Viana do Castelo durante a madrugada, a ativação do PDE significa que será possível pedir um apoio extraordinário ao Governo, algo que já aconteceu na região, em agosto de 2005.

O PDE foi acionado "na sequência da vaga de incêndios florestais, verificados nos dias últimos dias com o agravar da situação na segunda-feira", explicou a CDPC.

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