Dois acusados de homicídio por negligência devido a corrida ilegal de automóveis

Corrida provocou um acidente de viação, do qual resultou um morto e sete feridos

O Ministério Público (MP) acusou dois arguidos de homicídio por negligência e condução perigosa de veículo rodoviário em resultado de uma corrida automóvel ilegal numa das principais artérias da cidade de Lisboa, informou hoje o MP.

Segundo a Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa, dois carros circulavam em "competição", não respeitando deliberadamente os sinais vermelhos dos semáforos das várias artérias por onde transitavam, a 19 de novembro de 2015, pelas 04:35, no cruzamento da Avenida da República e a Avenida de Berna, em Lisboa.

Segundo o MP, a corrida provocou um acidente de viação, envolvendo um veículo ligeiro de passageiros e um veículo pesado de passageiros, do qual resultou um morto e sete feridos ligeiros.

Após a colisão, o condutor do veículo ligeiro abandonou o local, fazendo-se transportar num outro carro, que era conduzido pelo segundo arguido.

Os agora acusados respondem ainda pelos crimes de ofensa à integridade física negligente, omissão de auxílio, favorecimento pessoal e sete contraordenações.

O inquérito foi dirigido pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa, coadjuvado pela Direção de Trânsito da PSP de Lisboa.

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No tempo em que se punha pimenta na língua dos meninos que diziam asneiras, estudar Gil Vicente era uma lufada de ar fresco: ultrapassados os obstáculos iniciais daquela língua com borrifos de castelhano, sabia bem poder ler em voz alta numa aula coisas como "caganeira" e soltar outras tantas inconveniências pela voz das personagens. Foi, aliás, com o mestre do teatro em Portugal que aprendi a vestir a pele do outro: ao interpretar numa peça da escola uma das suas alcoviteiras, eu - que detesto arranjinhos, leva-e-traz e coscuvilhice - tive de esquecer tudo isso para emprestar credibilidade à minha Lianor Vaz. E talvez um bom actor seja justamente o que consegue despir-se de si mesmo e transformar-se, se necessário, no seu avesso. Na época que me coube viver, tive, aliás, o privilégio de assistir ao desempenho de actores geniais que souberam sempre ser outros (e o outro) a cada nova personagem.