Detido assistente da unidade de saúde acusado de abuso sexual de doentes

O detido, de 59 anos, é suspeito de abuso sexual de mulheres utentes no Departamento de Psiquiatria da Unidade Local de Saúde da Guarda

Um assistente operacional do Departamento de Psiquiatria da Unidade Local de Saúde (ULS) da Guarda foi detido por suspeita de abuso sexual de várias utentes internadas no serviço, anunciou hoje a Polícia Judiciária (PJ).

Segundo uma nota do Departamento de Investigação Criminal da PJ da Guarda, o detido tem 59 anos.

A PJ refere em comunicado que sobre o homem "recaem fortes suspeitas da autoria de vários crimes de abuso sexual de pessoas internadas", ocorridos no período compreendido entre agosto deste ano e a última sexta-feira, "sendo vítimas várias mulheres utentes do Departamento de Psiquiatria da ULS da Guarda".

O detido vai ser presente às competentes autoridades judiciárias para primeiro interrogatório judicial e submissão a adequadas medidas de coação.

Questionado pelos jornalistas sobre o caso, em Lisboa, à margem da cerimónia do aniversário do Hospital Dona Estefânia, o ministro da Saúde disse hoje ter sido informado há dois.

Naturalmente, trata-se um caso lamentável sobre o qual tem de se agir em matéria disciplinar e de investigação. Não tenho muito mais informação a não ser a determinação de que seja investigado e apuradas as responsabilidades

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Em Portugal, há recorrentemente espaço televisivo para políticos no activo comentarem notícias generalistas, uma especificidade no mundo desenvolvido. Trata-se de uma original mistura entre comentário político e espaço noticioso. Foquemos o caso mais saliente dos dias que correm para tentar perceber a razão dessa peculiaridade nacional. A conclusão é que ela não decorre da ignorância das audiências, da falta de especialistas sobre os temas comentados, ou da inexistência de jornalistas capazes. A principal razão é que este tipo de comentário serve acima de tudo uma forma de fazer política.