Descoberto gene que permite reprodução de abelhas sem machos

Auto fertilização só acontece nesta subespécie de abelhas que vive em África do Sul

Na África do Sul, sobrevivem abelhas únicas no seu comportamento: podem escapar ao controlo da abelha rainha, invadir outras colónias e reproduzirem-se assexualmente, isto é, sem interferência dos machos.

Num estudo publicado na PLOS Genetics, os cientistas identificaram os genes provavelmente responsáveis por esta conduta pouco comum.

As diferenças genéticas, embora pequenas, permitem o desenvolvimento dos ovários destas abelhas, a atribuição prévia de dois conjuntos de cromossomas aos seus descendentes e a emissão de um sinal químico que esconde a sua presença enquanto depositam os ovos.

Ao contrário das restantes subespécies, as abelhas da África do Sul podem agir como uma espécie de rainhas e garantir a sua descendência.

Geralmente, a fertilização da abelha rainha por um macho significa o envio de feromonas que esterilizam as restantes abelhas da colmeia.

A auto fertilização pode, contudo, significar a produção de gerações mais vulneráveis.

A reprodução assexual não está exclusivamente ligada a esta subespécie. Alguns "partos virgens" de perus, galinhas, tubarões e repteis já foram documentados.

Ler mais

Exclusivos

Premium

João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.

Premium

Rogério Casanova

Três mil anos de pesca e praia

Parecem cagalhões... Tudo podre, caralho... A minha sanita depois de eu cagar é mais limpa do que isto!" Foi com esta retórica inspiradora - uma montagem de excertos poéticos da primeira edição - que começou a nova temporada de Pesadelo na Cozinha (TVI), versão nacional da franchise Kitchen Nightmares, um dos pontos altos dessa heroica vaga de programas televisivos do início do século, baseados na criativa destruição psicológica de pessoas sem qualquer jeito para fazer aquilo que desejavam fazer - um riquíssimo filão que nos legou relíquias culturais como Gordon Ramsay, Simon Cowell, Moura dos Santos e o futuro Presidente dos Estados Unidos. O formato em apreço é de uma elegante simplicidade: um restaurante em dificuldades pede ajuda a um reputado chefe de cozinha, que aparece no estabelecimento, renova o equipamento e insulta filantropicamente todo o pessoal, num esforço generoso para protelar a inevitável falência durante seis meses, enquanto várias câmaras trémulas o filmam a arremessar frigideiras pela janela ou a pronunciar aos gritos o nome de vários legumes.