Cuidado com as falsas aplicações do Pornhub que "raptam" telemóveis

Utilizadores não conseguem voltar a usar o aparelho até pagarem aos piratas informáticos

Investigadores da empresa de cibersegurança ESET alertam para um novo método cada vez mais usado por piratas informáticos para levar os utilizadores a descarregarem conteúdos maliciosos e "raptarem" os smartphones. Hackers disfarçam estes malwares, softwares malignos, como aplicações do site pornográfico Pornhub que, quando instaladas no smartphone, apenas deixam o utilizador voltar a controlar o telemóvel mediante um pagamento.

A ESET explicou que este método é facilitado pelo facto de o Google não permitir que aplicações pornográficas sejam descarregadas a partir da Play Store, fazendo com que os utilizadores procurem sites menos confiáveis, segundo o The Next Web.

Os utilizadores muitas vezes acabam por descarregar aplicações do Pornhub que parecem oficiais em outras plataformas, mas quando tentam aceder às mesmas são confrontados com a mensagem de que a aplicação não vai mostrar nenhum vídeo antes de "verificar se há vírus".

Quando os utilizadores escolhem esta opção - a única que aparece, na verdade -, é instalado um randsomware e o dispositivo bloqueia até que sejam pagas 100 bitcoins, uma moeda virtual.

A ESET afirma que várias pessoas têm caído neste esquema e aconselha os utilizadores a confiarem apenas em aplicações disponíveis em plataformas confiáveis e a terem cópias de segurança de todos os ficheiros dos telemóveis.

Caso o smartphone já tenha sido atacado, a ESET aconselha a colocar o telemóvel em Modo Segurança, o que bloqueia algumas aplicações e permite fechar o software maligno. Se o malware afetar a funcionalidade de bloqueio do ecrã será provavelmente necessário formatar o bloqueio de ecrã a partir do Gestor de Dispositivos Android.

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Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.