Contentores saem de Alcântara para o novo terminal do Barreiro

Encontro entre autarcas do Barreiro, Seixal e Almada e o primeiro-ministro terminou com garantias de desenvolvimento para a região conhecida como arco ribeirinho sul. Hospital, ponte e terminal de contentores avançam

A margem sul vai ganhar uma nova ponte, um hospital, um terminal de contentores e uma área de habitação e comércio. Projetos que fazem parte da revitalização do chamado arco ribeirinho sul que junta os concelhos de Almada, Barreiro e Seixal e que ontem teve um novo fôlego, com a reunião entre o primeiro-ministro, António Costa, e os autarcas destas cidades, onde ficou garantido que estes projetos iam avançar. O encontro contou ainda com os ministros do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, e do Mar, Ana Paula Vitorino.

A reunião tinha sido pedida pelos presidentes de câmara, referiu ao DN Carlos Humberto, líder da autarquia do Barreiro, para debater "as questões do arco ribeirinho".

Uma das garantias é de que "o novo terminal de contentores é para avançar". Neste momento, está a decorrer o estudo de impacto ambiental, mas tudo indica que a decisão final, prevista para agosto, será favorável. "Será construído em frente aos atuais territórios industriais da ex-CUF/Quimigal", indicou o autarca. Esta construção vai permitir a retirada dos contentores do terminal de Alcântara, em Lisboa. Agora "foi constituído um grupo de trabalho com a câmara municipal, a administração do Porto de Lisboa e o ministério [do Mar], que é para estar concluído rapidamente", apontou Carlos Humberto, que garante haver vários interessados na sua concessão.

Em março, a ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, anunciou um investimento privado de 400 milhões de euros para o aumento da capacidade do terminal do Barreiro. Adiantando que a obra deveria avançar em 2019.

Um dia antes do encontro já tinha sido assinado o protocolo para a construção da ponte que vai ligar o Barreiro ao Seixal. Um investimento de 4 milhões de euros, que vai encurtar as distâncias entre os concelhos: de 16 quilómetros, para 400 metros. Na mobilidade, foi ainda anunciada a constituição de um grupo de trabalho para estudar o prolongamento do metro sul do Tejo. "Com o alargamento ao Seixal em cima da mesa, queremos também que seja enquadrado o alargamento à Costa de Caparica", defendeu o presidente da câmara de Almada, Joaquim Judas.

Para o seu município foi ainda anunciado o desbloqueio dos terrenos da Margueira para que possa prosseguir aqui o projeto de urbanização que está aprovado e inclui habitação, comércio e turismo. "O primeiro-ministro informou que ainda em julho irá ser votado o projeto de decreto-lei que resolverá o problema de desanexação de domínio público para domínio privado dos terrenos. O terreno passa para a propriedade da Baía do Tejo que fica em condições para negociar com os potenciais interessados. Esta era uma situação que estava bloqueada desde o anterior governo", lembrou o autarca.

A Baía do Tejo - empresa que gere parques empresariais da zona - confirma o trabalho com os municípios para atrair investimento para estas áreas e o número crescente de interessados em investir no arco ribeirinho sul.

Joaquim Judas conta ainda que no início do próximo ano consiga fazer as obras necessárias à requalificação da estrada florestal - ligação às praias da Costa de Caparica -, que estava pendente de uma aprovação dos ministérios das Infraestruturas e das Finanças.

António Costa aproveitou a visita para anunciar ainda o início do processo de construção do Hospital do Seixal, a reparação dos barcos que fazem as ligações no Tejo da Soflusa e da Transtejo (no valor de 10 milhões de euros) e a assinatura de um protocolo para a construção, no Barreiro, de uma central de depuração de bivalves recolhidos no Tejo.

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