Colapso da autoestrada. Ponte militar entre EN111 e A14 para a semana

Brisa anuncia medida que permitirá escoar um pouco mais o tráfego enquanto duram as obras

A Brisa e a Câmara Municipal da Figueira da Foz acordaram fazer uma ligação provisória entre a EN 111 e a A14 na próxima semana, através de uma ponte militar, anunciou hoje a Brisa, em comunicado.

A ligação provisória entre a EN 111 e A14 - Autoestrada Figueira da Foz-Coimbra, será estabelecida ao km 12, com o objetivo de "aumentar a capacidade do sistema de ligações rodoviárias alternativas entre a Figueira da Foz e Coimbra, até estar restabelecida a circulação na A14, entre os nós de Vila Verde e de Montemor, minorando os inconvenientes para as populações locais e para o tráfego em geral", afirma a Brisa.

A ligação provisória (adicional) será assegurada por uma ponte militar, "fornecida pela arma de Engenharia do Exército, que facultará a passagem numa única via e em sentidos alternados, entre a EN111 e a A14", explica a Brisa, acrescentando que a solução deverá entrar em vigor entre o dia 12 e o dia 14 deste mês.

O pavimento da A14 colapsou no dia 02 deste mês, devido à derrocada de uma conduta, com tubagens utilizadas na passagem de um rio.

O Expresso publica hoje um artigo em que uma fonte da Brisa explica que, "no outono passado, a inspeção da Brisa detetou que a passagem hidráulica estava em risco" e que, na altura, "a empresa recorreu ao escoramento metálico para reforçar as condutas".

"A avaliação da Brisa era que, com as escoras, seria possível refazer o pavimento sem interromper a circulação", adianta o artigo, no qual a Brisa diz não aceitar culpas no caso da derrocada da conduta que levou ao colapso do pavimento, considerando a sua atuação "inatacável" e invocando "o caráter aleatório e imprevisível" do comportamento dos elementos construtivos".

A empresa defende que terá sido uma súbita e brusca variação de pressão nas condutas a provocar a derrocada da estrutura

Ler mais

Exclusivos

Premium

João Gobern

As vidas atrás dos espelhos

Mais do que qualquer apetite científico ou do que qualquer desejo de mergulho académico, o prazer dos documentários biográficos vai-me servindo sobretudo para aconchegar a curiosidade e a vontade de descobrir novos pormenores sobre os visados, até para poder ligar pontas que, antes dessas abordagens, pareciam soltas e desligadas. No domínio das artes, essas motivações crescem exponencialmente, até por permitirem descobrir, nas vidas, circunstâncias e contextos que ganham reflexo nas obras. Como estas coisas valem mais quando vão aparecendo naturalmente, acontecem-me por revoadas. A presente pôs-me a ver três poderosos documentos sobre gente do cinema, em que nem sempre o "valor facial" retrata o real.

Premium

nuno camarneiro

Uma aldeia no centro da cidade

Os vizinhos conhecem-se pelos nomes, cultivam hortas e jardins comunitários, trocam móveis a que já não dão uso, organizam almoços, jogos de futebol e até magustos, como aconteceu no sábado passado. Não estou a descrever uma aldeia do Minho ou da Beira Baixa, tampouco uma comunidade hippie perdida na serra da Lousã, tudo isto acontece em plena Lisboa, numa rua com escadinhas que pertence ao Bairro dos Anjos.

Premium

Rui Pedro Tendinha

O João. Outra vez, o João Salaviza...

Foi neste fim de semana. Um fim de semana em que o cinema português foi notícia e ninguém reparou. Entre ex-presidentes de futebol a serem presos e desmentidos de fake news, parece que a vitória de Chuva É Cantoria na Aldeia dos Mortos, de Renée Nader Messora e João Salaviza, no Festival do Rio, e o anúncio da nomeação de Diamantino, de Daniel Schmidt e Gabriel Abrantes, nos European Film Awards, não deixou o espaço mediático curioso.