Cérebro humano pode armazenar 4,7 mil milhões de livros

Afinal a capacidade de armazenamento do cérebro é dez vezes maior do que se esperava, conclui estudo publicado no eLife

Cientistas do Salk Institute, da Califórnia, descobriram que a parte do cérebro humano que é reservada à memória tem muito mais capacidade do que se pensava, podendo armazenar qualquer coisa como 4,7 mil milhões de livros ou 670 milhões de páginas de internet.

Caso o cérebro fosse usado na sua máxima capacidade, o que não acontece, poderia acomodar um petabyte de informação, ou seja, cerca de um milhão de gigas. Este cálculo tem por base a medição das sinapses, que são as ligações cerebrais que estão associadas ao armazenamento de memórias. Em média, cada uma consegue armazenar 4,7 bits de informação.

A equipa de Terry Sejnowski, professor de neurobiologia computacional, investigou as ligações fundamentais do cérebro, as sinapses, no hipocampo, a região da memória. E descobriu que afinal há mais dimensões para as sinapses, que são determinantes para o armazenamento. Por outro lado, os tamanhos podem ir mudando consoante a atividade dos neurónios.

"Descobrimos que há dez vezes mais dimensões de sinapses do que se pensava", diz Tom Bartol, um dos cientistas desta equipa. Neste caso, foram identificados 26, que correspondem ais tais 4,7 bits de informação, em vez de um ou dois, como se pensava.

"Esta é uma ordem de magnitude maior do que alguma vez alguém imaginou", disse Sejnowski.

Outras conclusões relevantes desta investigação prendem-se com a eficiência do cérebro. O de um adulto gera apenas 20 watts de potência contínua, tanto como uma lâmpada de pouca potência. Esta descoberta, lê-se no comunicado relativo ao estudo, "poderá ajudar os cientistas computacionais a criar computadores mais eficientes, capazes de análises e aprendizagens sofisticadas como linguagem, reconhecimento de objetos e tradução."

O estudo teve por base uma reconstrução de um fragmento de hipocampo elaborado para reproduzir as características exatas de cada sinapse no cérebro de um rato, acreditando a equipa que não seriam muito distintas das do relativas ao ser humano.

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