Europa sob calor intenso. Londres vai ter dia de junho mais quente desde 76

Em França, é a canícula (calor muito intenso) mais forte desde 2005

Parte da Europa vive esta quarta-feira uma canícula (calor muito intenso) precoce, a mais forte desde 2005 em França, enquanto Londres se prepara para o dia de junho mais quente desde 1976.

Em Franca, de acordo com a agência France Presse, a mais forte canícula desde há 11 anos começou no domingo e deverá durar até quinta-feira, com picos de temperatura a rondar os 37 graus esperados para esta quarta-feira, dia da tradicional Festa da Música.

Um homem foi encontrado afogado na terça-feira depois de ter tentado refrescar-se no rio Loire e as autoridades criaram um número de auxílio gratuito e avançaram com medidas especiais para a população mais vulnerável, como os idosos.

Neste período de exames escolares, foi dada a indicação para se oferecer água aos candidatos.

Em Paris e arredores, os parques permanecem abertos 24h por dia para que as pessoas se possam refrescar.

A poluição, como consequência do extremo calor, sobretudo no sul e na região parisiense, obrigou a algumas restrições de circulação automóvel.

Em Espanha, a canícula prevista pelo menos até domingo fará subir os termómetros até aos 40 graus. Perto de Madrid, estudantes universitários foram transferidos para outras instalações poderem ter ar condicionado e a polémica surgiu em torno da inadaptação dos estabelecimentos públicos após a austeridade que se seguiu a 2010.

Na Grã Bretanha estão previstos picos de calor que podem chegar aos 34 graus em Londres e hoje poderá ser o dia de junho mais quente desde 1976.

Os organizadores dos prestigiados concursos hípicos de Ascot avaliam a possibilidade de aligeirar as regras para o rígido código de vestuário.

Nos Países Baixos, onde os 35 graus devem ser ultrapassados, um plano nacional para lutar contra os efeitos do calor, sobretudo em pessoas idosas, foi lançado na segunda-feira. Problemas técnicos perturbaram a circulação de comboios e o risco de incêndio subiu para o máximo em sete províncias que fazem fronteira com a Bélgica.

Na Bélgica, o plano de verão foi ativado ao longo da rede ferroviária, os agricultores estão preocupados com a seca e o nível dos diversos cursos de água é muito baixo.

Em Itália, os serviços meteorológicos esperam para os próximos dias uma vaga de calor que pode ser a mais intensa dos últimos 15 anos, com temperaturas superiores em oito graus face ao normal para a época do ano, o que terá os seus efeitos nas reservas de água, depois de um défice de precipitação que ronda os 33% em seis meses.

Na Áustria, os termómetros rondarão os 35 graus pelo menos até à próxima quarta-feira e os agricultores e os bombeiros manifestam preocupação com o aproximar do tradicional fogo de Saint-Jean, que assinala o solstício de junho. Os populares churrascos ao ar livre estão proibidos nos parques de Viena.

Na Grécia, por enquanto, não houve grandes efeitos da vaga de calor, com as temperaturas normais para a época do ano: 29 graus em Atenas, 30 em Salónica e 28 em Santorini.

Na Suíça a meteorologia emitiu um aviso de canícula de grau 3 (numa escala de 5) para os próximos dias, com temperaturas acima dos 30 graus, e na Rússia a vaga de calor chegou á Sibéria com 37 graus esperados para hoje em Krasnoïarsk, segundo a estação de televisão Pervy Kanal.

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