Acidente em França. Polícia diz que carrinha era de 6 lugares e está a investigar transporte

Imagem da carrinha acidentada

Doze portugueses morreram esta noite num acidente em França, a caminho de Portugal. Apenas o condutor, de 19 anos, sobreviveu

O procurador público de Moulins afirmou esta sexta-feira que as autoridades vão averiguar se a carrinha envolvida no acidente ocorrido na quinta-feira à noite perto de Lyon, França, tinha condições para transportar 13 pessoas. Segundo a polícia, a carrinha era de seis lugares.

"Temos de ver se a carrinha estava equipada para transportar 13 pessoas", indicou o procurador de Moulins, numa conferência de imprensa, citado pelo jornal local La Montagne.

Doze emigrantes portugueses morreram no acidente, que ocorreu por volta das 23:45 na estrada nacional 79, perto de Lyon, na localidade de Moulins. Apenas o condutor, um jovem de 19 anos, sobreviveu. Segundo informação dada pelo presidente da câmara de Trancoso, na SIC, o jovem é sobrinho do proprietário da carrinha, de uma família da região, e com a carrinha acidentada vinha outra, também com emigrantes oriundos da Suíça, que chegou a Portugal sem problemas.

O jovem, que foi levado em estado de choque para o hospital, ainda não foi ouvido pela polícia. O autarca adiantou que o dono da carrinha continua em França, estando a acompanhar o sobrinho no hospital.

O veículo em que seguiam os portugueses saiu da Suíça por volta das 21:00 de quinta-feira e teria como destino a Portugal. A carrinha desviou-se para a faixa contrária e colidiu de frente com o camião.

Fernando Rocha, um português que mora em Romont e conhecia duas das vítimas, explicou à Lusa que é comum os emigrantes portugueses utilizarem este meio de transporte para deslocarem-se da Suíça para Portugal. "Se você for pagar agora um bilhete de avião para Portugal vai pagar uma fortuna em tempo de festas (Páscoa). As pessoas procuram esses meios (carrinhas, minibus) porque fica mais barato financeiramente", disse o português.

"Hoje cedo, depois de sabermos das notícias, todos comentavam que aquela estrada é realmente muito perigosa, a estrada da morte", acrescentou Rocha, indicando que a comunidade portuguesa costuma reunir-se no Centro Português de Romont.

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