Átrio norte da estação de metro dos Anjos encerrado dois meses para obras

Estação dos Anjos é uma das mais antigas da rede do metropolitano da capital

O átrio norte da estação dos Anjos do Metropolitano de Lisboa estará encerrado a partir de terça-feira, por um período estimado de dois meses, para a realização de obras de beneficiou, informou a empresa.

"No dia 27 de junho o átrio norte da estação Anjos vai ser alvo de obras de beneficiação, encerrando provisoriamente ao público", lê-se numa nota informativa disponível na página na Internet do Metropolitano de Lisboa, que acrescenta que o átrio sul daquela estação da Linha Verde "mantém-se aberto durante o horário de exploração (06:30-01:00) para os movimentos de entrada e saída da estação".

De acordo com o Metropolitano de Lisboa, a estação dos Anjos é uma das mais antigas da rede -- foi inaugurada em 1966 -, e perante tal facto "apresenta sinais de desgaste e envelhecimento que importa corrigir".

A empresa informa que o espaço do átrio norte da estação será alvo de uma limpeza profunda, que inclui pavimento, teto, superfícies vidradas, equipamentos. Está também prevista a pintura do espaço e a substituição integral do teto falso.

A execução da obra tem um prazo previsto de 60 dias "planeados de modo a minimizar os incómodos causados", segundo refere a nota informativa do Metropolitano de Lisboa.

Estas obras de beneficiação no átrio norte da estação dos Anjos irão coexistir, durante um dado período, com as obras na estação de Arroios, também da Linha Verde, que liga o Cais do Sodré a Telheiras.

Já a estação de Arroios encerra no próximo dia 19 de julho durante 18 meses para obras que vão permitir o funcionamento de comboios com seis carruagens na Linha Verde e que custarão mais de sete milhões de euros.

As obras na estação de Arroios serão as mais relevantes entre as pequenas intervenções que estão previstas para as estações do metropolitano lisboeta, realçou o ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, à margem do anúncio do Plano de Desenvolvimento Operacional da Rede do Metropolitano de Lisboa, em maio passado.

No total, as pequenas intervenções planeadas representam um investimento previsto de 16,2 milhões de euros.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Opinião

Investimento estrangeiro também é dívida

Em Abril de 2015, por ocasião do 10.º aniversário da Fundação EDP, o então primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, afirmava que Portugal "precisa de investimento externo como de pão para a boca". Não foi a primeira nem a última vez que a frase seria usada, mas naquele contexto tinha uma função evidente: justificar as privatizações realizadas nos anos precedentes, que se traduziram na perda de controlo nacional sobre grandes empresas de sectores estratégicos. A EDP é o caso mais óbvio, mas não é o único. A pergunta que ainda hoje devemos fazer é: o que ganha o país com isso?

Premium

Jan Zielonka

A política na era do caos

As cimeiras do G20 foram criadas para compensar os fracassos das Nações Unidas. Depois da cimeira da semana passada na Argentina, sabemos que o G20 dificilmente produzirá milagres. De facto, as pessoas sentadas à mesa de Buenos Aires são em grande parte responsáveis pelo colapso da ordem internacional. Roger Boyes, do Times de Londres, comparou a cimeira aos filmes de Francis Ford Coppola sobre o clã Corleone: "De um lado da mesa em Buenos Aires, um líder que diz que não cometeu assassínio, do outro, um líder que diz que sim. Há um presidente que acabou de ordenar o ataque a navios de um vizinho, o que equivale a um ato de guerra. Espalhados pela sala, uma dúzia de outros estadistas em conflito sobre fronteiras, dinheiro e influência. E a olhar um para o outro, os dois arquirrivais pretendentes ao lugar de capo dei capi, os presidentes dos Estados Unidos e da China. Apesar das aparências, a maioria dos participantes da cimeira do G20 do fim de semana não enterrou Don Corleone, mas enterrou a ordem liberal."

Premium

nuno camarneiro

Amor em tempo de cólera

Foi no domingo à tarde na Rua Heliodoro Salgado, que vai do Forno de Tijolo à Penha de França. Um BMW cinzento descia o empedrado a uma velocidade que contrariava a calidez da tarde e os princípios da condução defensiva. De repente, o focinhito de um Smart vermelho atravessa-se no caminho. Travagem brusca, os veículos quedam-se a poucos centímetros. Uma buzinadela e outra de resposta, o rapaz do BMW grita e agita a mão direita à frente dos olhos com os dedos bem abertos, "és ceguinha? És ceguinha?" A senhora do Smart bate repetidamente com o indicador na testa, "tem juízo, pá, tem juízo". Mais palavras, alguma mímica e, de repente, os dois calam-se, sorriem e começam a rir com vontade. Levantam as mãos em sinal de paz, desejam bom Natal e vão às suas vidas.

Premium

Joel Neto

O jogo dos homens devastados

E agora aqui estou, com a memória dos momentos em que falhei, das pancadas em que tirei os olhos da bola ou abri o cotovelo direito no downswing ou, receoso de me ter posicionado demasiado longe do contacto, me cheguei demasiado perto. Tenho a impressão de que, se fizer um esforço, sou capaz de recapitular todos os shots do dia - cada um dos noventa e quatro, incluindo os cinco ou seis que me custaram outros doze ou treze e me atiraram para longe do desempenho dos bons tempos. Mas, sobretudo, sinto o cheiro a erva fresca, leite morno e bosta de vaca dos terrenos de pasto em volta. E viajo pelos outros lugares onde pisei o verde. Em Tróia e na Praia Del Rey. Nos campos suaves do Algarve e nas nortadas de Espinho e da Póvoa de Varzim. Nos paraísos artificiais de Marrocos, em meio da tensão competitiva do País de Gales e na Herdade da Aroeira, com os irmãos Barreira e o Maurício, e o Vítor, e o Sérgio, e o Abad, e o Rui, e todos os outros.

Premium

Opinião

NAVEGAR É PRECISO. Quinhentinhos

Os computadores, sobretudo os pessoais e caseiros, também nos trouxeram isto: a acessibilidade da "memória", através do armazenamento, cronológico e quantificado. O que me permite - sem esforço - concluir, e partilhar, que este é o meu texto número 500 no Diário de Notícias. Tendo trabalhado a tempo inteiro e colaborado em muitas outras publicações, "mais do que prometia a força humana", nunca tive, em quatro décadas de peças assinadas, uma oportunidade semelhante de festejar algo de semelhante, fosse pela premência do tempo útil sobre o "ato contemplativo" ou pela velocidade inusitada com que ia perdendo os trabalhinhos, nem por isso merecedores de prolongamento do tempo de "vida útil". Permitam-me, pelo ineditismo da situação, esta rápida viagem que, noutro quadro e noutras plataformas, receberia a designação (problemática, reconheça-se) de egosurfing.