Atlas Internacional das nuvens inclui novos padrões

Atlas, que não era atualizado há 30 anos, reconhece agora novas entidades autónomas como nuvens e está disponível na Internet

Os amantes de nuvens têm desde ontem à disposição um novo e muito completo banco de dados e imagens - algumas espetaculares - com as respetivas classificações e explicações. É a nova edição do Atlas Internacional das Nuvens, que desta vez é publicado na Internet, em https://www.wmocloudatlas.org/home.html, e que passa a ser a referência mundial para a identificação das nuvens e do seus significados meteorológicos.

O atlas, que não era atualizado há 30 anos - o anterior, publicado em livro, é de 1987, quando não havia ainda a Internet como a conhecemos hoje - inclui agora alguns padrões novos, que passam a ser considerados nuvens de pleno direito. É o caso das "asperitas", que antes eram designadas "Undulatus asperatus", mas que inúmeros especialistas propunham há algum tempo que fossem designadas, precisamente, "asperitas", porque são um caso específico das nuvens "undulatus". Outras nuvens novas que passam a estar no atlas como entidades autónomas são a "cavum", a "cauda", a "fluctus" e a "murus", entre outras, todas retratadas aqui ao lado.

O primeiro Atlas Internacional das Nuvens foi publicado ainda no século XIX, em 1896, reunindo toda a informação disponível na época sobre nuvens e fenómenos meteorológicos, incluindo fotografias, e foi sendo atualizado ao longo do século XX. Logo na primeira edição adotou o sistema de classificação que o meteorologista amador Luke Howard inventou e publicou, em 1803, no seu "Essay on the Modifications of Clouds", e que usa designações latinas - daí os nomes como "undulatus", "asperitas" e todos os outros.

"A nova edição junta pela primeira vez todos os tipos de medições, incluindo as feitas com tecnologias muito sofisticadas em terra e a partir do espaço", afirmou Bertrand Calpini, perito da Organização Meteorológica Mundial que fez a revisão científica do atlas, sublinhando o caso das "asperitas", que "foram primeiro identificadas com a colaboração da ciência cidadã", através de fotografias de muitos fotógrafos amadores, e depois validadas e incluídas no novo atlas.

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