Governo da Madeira ativa plano de contingência regional

A Câmara do Funchal acionou ainda por unanimidade o Plano Municipal de Emergência

O presidente do Governo da Madeira, Miguel Albuquerque, informou hoje que foi acionado o plano de contingência regional e que existem quatro frentes ativas de incêndio em diversos pontos da ilha.

"Neste momento [cerca das 08:00] existem quatro frentes de fogo ativas, no Funchal, Canhas (Ponta do Sol), Ponta do Sol e Campanário (Câmara de Lobos)", disse o governante madeirense na conferência de imprensa para balanço da situação dos incêndios que lavram desde as 16:00 de segunda-feira na Madeira.

O responsável adiantou que o plano de contingência regional foi acionado e que todos os meios "estão mobilizados", incluindo os bombeiros, a Polícia de Segurança Pública, as Forças Armadas, a Proteção Civil, a Cruz Vermelha, contando com o apoio de populares e de empresas.

O Plano Municipal de Emergência da cidade do Funchal foi também ele ativado, numa decisão votada por unanimidade, informou a Câmara. "Acaba de ser ativado o Plano Municipal de Emergência, pela Comissão Municipal de Proteção Civil, votado por unanimidade", pode ler-se num documento camarário.

O Serviço Regional de Saúde da Região Autónoma da Madeira (SESARAM) fez hoje um apelo público aos enfermeiros para que estes se dirijam diretamente ao Hospital Central do Funchal, ao invés do hospital dos Marmeleiros que foi evacuado pelas autoridades.

Este Serviço pede também que os utentes com consulta externa marcada para o dia de hoje, não se desloquem à unidade de saúde do Funchal, evitando deste modo o congestionamento da estrutura. De acordo com a informação da câmara do Funchal, foram retiradas 200 pessoas nas zonas mais atingidas pelo fogo, mais cerca de 50 no Hospital dos Marmeleiros.

"As instituições estão a trabalhar em conjunto para manter a operacionalidade de todos os meios no terreno, na proteção de pessoas e bens", informa ainda a câmara.

A Proteção Civil Regional também já fez um balanço da situação. "No Funchal, as frentes são muitas. Toda a cidade do Funchal é muito recortada por lombos, e portanto, neste momento, aquilo que nos está a preocupar é toda a zona do Monte e ainda há a zona da Corujeira e zona da Alegria, mas principalmente Monte e todos os acessos ao Monte", referiu o presidente do serviço regional da proteção civil, Luis Neri.

A Proteção Civil da Madeira está com dificuldades na mobilização de meios dado que não consegue "mobilizar mais meios, porque as viaturas não têm espaço para poder passar em muitos dos lugares por onde seria necessário passar, uma vez que as estradas são muito estreita, explicou.

Ainda não há certeza quanto ao número de habitações afetadas, havendo "algumas, mais ou menos destruídas", mas o que se sabe "é que em termos de vítimas, não houve", garantindo que "apenas algumas foram ao hospital devido a inalação de fumo e uma queda."

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