ASAE detém uma pessoa e apreende mais de 7 toneladas de bacalhau

Bacalhau estava "impróprio para consumo". ASAE não detalha quando realizou operação de fiscalização ou em quantos estabelecimentos

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) apreendeu mais de 7 toneladas de bacalhau e deteve uma pessoa, na sequência de uma operação de fiscalização às condições de venda a retalho de bacalhau salgado seco, em Lisboa.

Em comunicado, a ASAE dá conta de que realizou uma ação de fiscalização na região da Grande Lisboa, tendo instaurado um processo-crime por fraude sobre mercadorias e suspeita de género alimentício anormal, sem especificar quando realizou a operação ou em quantos estabelecimentos.

"Após exame pericial, efetuado ao produto apreendido num estabelecimento retalhista (cerca de 830 quilos), confirmou-se tratar-se de um produto corrupto impróprio para consumo, tendo sido determinada a recolha imediata, a nível nacional, dos lotes em causa e respetiva apreensão", lê-se no comunicado.

Consequentemente, a ASAE apreendeu 7.166 quilos de bacalhau, no valor total aproximado de 44 mil euros, e deteve o responsável pelo sistema de qualidade da empresa, que não é identificada.

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'Motu proprio' anti-abusos

1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?