ANA aconselha o metro para chegar ao aeroporto na segunda-feira

Direção do Aeroporto de Lisboa aconselha a utilização do metro para evitar condicionamentos devido ao protesto dos taxistas

A ANA - Aeroportos de Portugal alertou esta sexta-feira para os condicionamentos de trânsito previstos para segunda-feira em Lisboa, devido à marcha lenta de protesto dos taxistas, e recomendou a utilização do metro para as deslocações ao Aeroporto Humberto Delgado.

"É previsível que, pelo número de participantes que a ação irá envolver e respetivo trajeto, a circulação nas zonas limítrofes do aeroporto venha a ser significativamente afetada durante o dia", refere a gestora aeroportuária.

Por isso, acrescenta, "a direção do Aeroporto de Lisboa sugere a todos quantos se pretendam deslocar do e para o aeroporto que o façam preferencialmente utilizando o metro".

É recomendado que os passageiros com voos marcados programem as suas deslocações tendo em conta os condicionamentos do trânsito.

O protesto de taxistas em Lisboa, marcado para segunda-feira, inicia-se às 07:00, com uma concentração no Parque das Nações, seguindo pelas 08:30 com as viaturas em desfile até à Assembleia da República.

O percurso inclui a Praça José Queirós, as avenidas Dr. Francisco Luís Gomes e de Berlim, o Aeroporto de Lisboa, a Rotunda do Relógio, as avenidas Almirante Gago Coutinho e Estados Unidos da América, o Campo Grande, a Avenida da República, o Saldanha, o Marquês de Pombal, os Restauradores, o Rossio, a Rua do Ouro, o Campo das Cebolas (em substituição da Rua do Arsenal, em obras), o Cais do Sodré, a Avenida 24 de Julho e as ruas D. Carlos I e de São Bento.

As associações do setor definiram ainda pontos de encontro para os profissionais de outras regiões, que partirão de madrugada rumo à capital, e rejeitaram orientações da PSP para estes percursos.

O setor contesta a atividade das plataformas 'online' que permitem pedir carros descaracterizados de transporte de passageiros, com uma aplicação para 'smartphones' que liga quem se quer deslocar a operadores de transporte. Em Portugal, operam a Uber e a Cabify.

Os taxistas reclamam sofrer de concorrência desleal por a lei obrigá-los a determinados preceitos financeiros e de segurança para poderem exercer a sua atividade.

O diploma proposto pelo Governo -- que quer regulamentar esta atividade até ao final do ano - passa a exigir aos motoristas destas plataformas formação inicial no mínimo de 30 horas (os taxistas têm hoje 150 horas de formação) e um título de condução específico.

Os carros não podem ter mais de sete anos, passam a ter de estar identificados com um dístico, terão de ter um seguro semelhante ao dos táxis e serão obrigados a emitir uma fatura eletrónica.

Além disso, não podem circular na faixa bus, não podem estacionar nas praças de táxi e só podem apanhar clientes que os tenham chamado através da aplicação.

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