Estação de Arroios encerrada para obras até 2019

Obras servirão para aumentar o cais de embarque para que caibam comboios com seis carruagens

DN/Lusa
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A estação do metro de Arroios, em Lisboa, encerrou hoje para obras de reabilitação, devendo apenas reabrir em 2019.

Segundo informação disponibilizada na página da internet da transportadora, as alterações têm um custo previsto de 7,5 milhões de euros e permitirão "a circulação de comboios de seis carruagens em toda a linha Verde" (Cais do Sodré-Telheiras), o que evitará os "constrangimentos pontuais que se verificam na hora de ponta da manhã na estação de Cais do Sodré", já a partir de quarta-feira.

De acordo com a mesma fonte, o cais de embarque do Metro de Arroios será aumentado para 105 metros de comprimento, de forma a receber comboios de seis carruagens e a estação ficará dotada de equipamentos de acessibilidade mecânicos.

A obra incluirá ainda o "embelezamento" do cais de embarque, neste caso com um painel cerâmico de Nikias Skapinakis, intitulado "Cortina Mirabolante", criado para esta estação em 2005

O anúncio das obras, em maio deste ano, foi criticado pela União das Associações de Comércio e Serviços de Lisboa (UACS), que considerava "inacreditável" que o Metro de Lisboa não tivesse informado os comerciantes.

"Parece-me inacreditável, e de um autoritarismo total, que o Metro vá fazer obras sem dizer se serão só subterrâneas ou à superfície também", disse então à agência Lusa a presidente da UACS, Carla Salsinha.

A UACS pediu na altura esclarecimentos de como iria ser a obra, porque existiam informações não oficiais sobre o decorrer dos trabalhos, o que preocupava os empresários.

Embora os comerciantes não questionassem as obras - por ser "óbvio que têm de ser realizadas", sublinhou Carla Salsinha -, a preocupação passava pelo encerramento das saídas das estações de metro, que "faz com que as pessoas façam percursos completamente diferentes e já não passem nos comércios a que estão habituadas".

As obras decorrem numa estação apontada pelo Metro como sendo "envelhecida e desadequada aos padrões de mobilidade e de acessibilidade atuais", e este projeto visa também uma melhoria na acessibilidade da estação entre a superfície e o cais de embarque, modernização de equipamentos, sistemas e instalações.

A rodoviária Carris irá durante o período de obras reforçar carreiras de autocarros, como é o caso daqueles que fazem a ligação Anjos-Alameda ou que servem as estações de metro de Anjos e Alameda.

De acordo com o Plano de Desenvolvimento Operacional da Rede do Metropolitano de Lisboa, apresentado em maio, o serviço vai ter mais duas estações até 2022 - Estrela e Santos -, com o custo estimado de 216 milhões de euros, com recurso a fundos comunitários e a empréstimo no BEI - Banco Europeu de Investimento.