A seguir à tempestade Ana vem o Bruno e a Carmen. Saiba porquê

Pessoas tendem a ter mais cuidados quando as tempestades têm um nome. Portugal, Espanha e França em coordenação no que toca aos fenómenos meteorológicos

Rui Salvador
Automóveis danificados pela queda de árvores durante o mau tempo desta madrugada na Avenida Elias Garcia em Lisboa, 11 de dezembro de 2017. A Proteção Civil registou esta madrugada mais de 3.010 ocorrências relacionadas com o mau tempo, que provocou mais de 1.900 quedas de árvores, 346 inundações e 34 deslizamentos de terras. MIGUEL A. LOPES/LUSA© MIGUEL A. LOPES/LUSA

A fim de "assegurar e facilitar a cooperação" entre os vários serviços meteorológicos nacionais da Europa, as entidades meteorológicas de Portugal (IPMA), Espanha (AEMET) e França (Météo-France) começaram a nomear as tempestades que se verificam no sul europeu. A medida entrou em vigor a 1 de dezembro e em Portugal teve nos últimos dias, com a tempestade Ana, a primeira tempestade a ter um nome "humano".

"O sistema de dar nome a tempestades foi implementado com êxito durante duas temporadas (2015/2016 e 2016/2017) no Reino Unido e Irlanda", lê-se numa nota da AEMET.

A mesma nota acrescenta que os cidadãos tendem a ter mais atenção às condições meteorológicas, e as consequentes medidas de prevenção e segurança, se os fenómenos tiverem nomes e estiverem "claramente identificados".

Assim, os nomes para as próximas tempestades estão já alinhavados e por ordem alfabética. A saber: Ana, Bruno, Carmen, David, Emma, Felix, Gisele, Hugo, Irene, Jose, Katia, Leo, Marina, Nuno, Olivia, Pierre, Rosa, Samuel, Telma, Vasco e Wiam.

Se o IPMA, o AEMETE ou o Météo-France emitir um aviso laranja ou vermelho devido à aproximação de uma tempestade, deverá chamar-lhe um dos nomes da lista já estabelecida.

Só serão "batizadas" as tempestades que possam crescer de tal maneira que provoquem um grande impacto em "bens e pessoas".