Inseparáveis. A amizade de um leão, um tigre e um urso

Os três animais vivem juntos no Noah's Ark Animal Santuary há 15 anos

Um leão africano, um tigre de bengala e um urso preto americano mais conhecidos como "The BTL" vivem juntos no Noah's Ark Santuary (NASS) em Locus Grove,na Georgia desde 2001.

O caso é contado agora no site oficial do santuário animal, que sublinha o facto de apesar das diferenças evidentes entre os animais, estes vivem em plena harmonia quebrando assim a ideia de que espécies diferentes não podem conviver pacificamente.

Leo, Shere Khan,e Baloo foram resgatados durante uma apreensão de droga numa casa em Atlanta, onde eram mantidos em cativeiro, na cave. Os animais na altura tinham menos de um ano de idade.

Shere Khan estava mal nutrido e magro, mas com o tratamento adequado voltou a ter apetite e a ganhar peso, tornando-se o mais brincalhão e afetuoso dos três irmãos.

Quando Leo foi resgatado apresentava uma ferida infetada no nariz, resultado da sua vivência numa pequena caixa. Depois da recuperação o leão tornou-se num animal estoico que aprecia dormir a sua sesta de vez em quando.

Todos os animais estavam assustados e desnutridos, carregando consigo inúmeros parasitas externos e internos, mas o Baloo era de longe o que se encontrava em pior estado, contam os tratadores.

Viver numa cave acorrentado condicionou o seu crescimento, o seu corpo cresceu à volta dos arreios, tendo que ser operado para fechar as suas feridas profundas, sendo essa a única vez que foi separado dos seus irmãos. No entanto é o mais confiante e relaxado dos três, fazendo de tudo para obter um delicioso snack, acrescentam, no site oficial.

A NASS considerou os ferimentos demasiado graves para poder devolver os animais à natureza, mantendo-os no Santuário a viver em espaços comuns.

O trio continua unido e a conviver diariamente para comer, brincar e até dormir.

E o amor entre eles é evidente.

Graças à NASS os três vão poder viver o resto das suas vidas juntos, longe das atrocidades a que foram submetidos.

Em 2014 o Shere Khan foi diagnosticado com a doença do disco intervertebral, no entanto está a responder bem ao tratamento e poderá viver muito mais anos junto da sua família.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ferreira Fernandes

Conhecem a última anedota do Brexit?

Quando uma anedota é uma anedota merece ser tratada como piada. E se a tal anedota ocupa um importante cargo histórico não pode ser levada a sério lá porque anda com sapatos de tigresa. Então, se a sua morada oficial é em Downing Street, o nome da rua - "Downing", que traduzido diz "cai, desaba, vai para o galheiro..." - vale como atual e certeira análise política. Tal endereço, tal país. Também o número da porta de Downing Street, o "10", serve hoje para fazer interpretações políticas. Se o algarismo 1 é pela função, mora lá a primeira-ministra, o algarismo 0 qualifica a atual inquilina. Para ser mais exato: apesar de ela ser conservadora, trata-se de um zero à esquerda. Resumindo, o que dizer de uma poderosa governante que se expõe ao desprezo quotidiano do carteiro?

Premium

Adolfo Mesquita Nunes

A escolha de uma liberdade

A projeção pública da nossa atividade, sobretudo quando, como é o caso da política profissional, essa atividade é, ela própria, pública e publicamente financiada, envolve uma certa perda de liberdade com que nunca me senti confortável. Não se trata apenas da exposição, que o tempo mediático, por ser mais veloz do que o tempo real das horas e dos dias, alargou para além da justíssima sindicância. E a velocidade desse tempo, que chega a substituir o tempo real porque respondemos e reagimos ao que se diz que é, e não ao que é, não vai abrandar, como também se não vai atenuar a inversão do ónus da prova em que a política vive.

Premium

Marisa Matias

Penalizações antecipadas

Um estudo da OCDE publicado nesta semana mostra que Portugal é dos países que mais penalizam quem se reforma antecipadamente e menos beneficia quem trabalha mais anos do que deve. A atual idade de reforma é de 66 anos e cinco meses. Se se sair do mercado de trabalho antes do previsto, o corte é de 36% se for um ano e de 45%, se forem três anos. Ou seja, em três anos é possível perder quase metade do rendimento para o qual se trabalhou uma vida. As penalizações são injustas para quem passou, literalmente, a vida toda a trabalhar e não tem como vislumbrar a possibilidade de deixar de fazê-lo.

Premium

Maria Antónia de Almeida Santos

O planeta dos sustentáveis 

Ao ambiente e ao planeta já não basta a simples manifestação da amizade e da esperança. Devemos-lhes a prática do respeito. Esta é, basicamente, a mensagem da jovem e global ativista Greta Thunberg. É uma mensagem positiva e inesperada. Positiva, porque em matéria de respeito pelo ambiente, demonstra que já chegámos à consciencialização urgente de que a ação já está atrasada em relação à emergência de catástrofes como a de Moçambique. Inesperada (ao ponto do embaraço para todos), pela constatação de que foi a nossa juventude, de facto e pela onda da sua ação, a globalizar a oportunidade para operacionalizar a esperança.