"Ainda estamos a tentar entrar em contacto com o Philae"

Éric Jurado, especialista da equipa do módulo de aterragem da Rosetta, esteve em Lisboa e falou ao DN da missão histórica

Quando o pequeno robô Philae se desprendeu da sonda Rosetta, para aterrar sobre o núcleo do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko, a sua trajetória já estava há muito traçada. "Não havia muito que se pudesse fazer, se as coisas não tivessem corrido bem", lembra o francês Éric Jurado, um dos especialistas da equipa que fez os cálculos para a vertiginosa aterragem - a primeira do género e um sucesso espacial para a Europa.

Ontem, um ano exato depois desse dia histórico, o engenheiro e especialista em navegação espacial esteve em Lisboa para uma conferência sobre a missão, no Pavilhão do Conhecimento. Desse momento do tudo ou nada, recorda o júbilo e, sobretudo, o alívio, como contou ao DN. "Eu estava no Science Operation and Navigation Center para o Philae [no CNES, a agência espacial francesa], em Toulouse, e quando recebemos a informação, começámos todos a gritar".

Em missões espaciais, diz o jovem especialista, "trabalhamos sempre para o sucesso, mas eu, pessoalmente, não estava cem por cento confiante, porque havia muitas incertezas", confessa. Daí o júbilo. "Foi histórico, foi mesmo fantástico", resume satisfeito.

Hoje, as atenções da equipa do Philae estão concentradas em voltar ao contacto com o pequeno módulo de aterragem. "Neste momento, temos duas oportunidades por dia, e estamos a tentar", adianta Éric Jurado. "De 12 em 12 horas, a sonda Rosetta, que voltou a reaproximar-se do cometa e está a 180 km de distância do núcleo, tem a oportunidade de contactar o Philae, o que está a ser tentado desde o último fim de semana e vai continuar mais alguns dias". Mas, mesmo que não se consiga agora o contacto, "volta a haver uma boa oportunidade dentro de duas semanas, no fim de novembro, e durante as primeiras semanas de dezembro, quando a Rosetta estiver ainda mais próxima do cometa".

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