Agente da 'Escola Segura' condenado por crimes de abuso sexual de criança

Agente envolveu-se com aluna uma escola do Porto "que conhecera no exercício das funções"

Um agente da PSP do Porto foi condenado a seis anos e seis meses de prisão por crimes de abuso sexual de criança, atos sexuais com adolescentes e pornografia de menores, anunciou hoje o Ministério Público (MP).

De acordo com a página na Internet da Procuradoria-Geral Distrital do Porto do MP, o arguido era agente da PSP adstrito ao programa 'Escola Segura' e a vítima dos crimes foi uma aluna de uma escola do Porto.

Segundo concluiu o tribunal de Penafiel, resultou provado que o arguido, "de novembro de 2012 até setembro de 2013, manteve por várias vezes trato sexual" com uma aluna de escola do Porto, da sua área de atuação, nascida 1999, "que conhecera no exercício das referidas funções".

Ainda segundo o MP, "o arguido instou a referida aluna a enviar-lhe digitalmente fotos suas nua ou em roupa interior, em poses sexuais" a que esta acedeu, enviando-lhe as fotografias que o arguido guardou em arquivo digital.

O arguido foi condenado por 11 crimes de abuso sexual de crianças, cinco crimes de atos sexuais com adolescentes e dois crimes de pornografia de menores.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.

Premium

Ruy Castro

À falta do Nobel, o Ig Nobel

Uma das frustrações brasileiras históricas é a de que, até hoje, o Brasil não ganhou um Prémio Nobel. Não por falta de quem o merecesse - se fizesse direitinho o seu dever de casa, a Academia Sueca, que distribui o prémio desde 1901, teria descoberto qualidades no nosso Alberto Santos-Dumont, que foi o verdadeiro inventor do avião, em João Guimarães Rosa, autor do romance Grande Sertão: Veredas, escrito num misto de português e sânscrito arcaico, e, naturalmente, no querido Garrincha, nem que tivessem de providenciar uma categoria especial para ele.