34% do lixo dos portugueses foi para aterro. É bom mas não chega

Dados de 2015 são melhores que os de 2014, mas objetivo é chegar aos 10%

O secretário de Estado do Ambiente revelou hoje que, em 2015, 34% do lixo produzido pelos portugueses foi depositado em aterro, o que "está longe do desejável", mas reflete uma evolução.

"Os dados de 2015, que vão ser editados ainda durante dezembro, permitem dizer que só 34%" do lixo vai para aterro, o que, "face à nossa situação recente, é uma evolução que devemos realçar", disse hoje Carlos Martins, em declaração à agência Lusa.

O governante salientou que "a tendência para a não deposição em aterro vem das políticas estratégicas de há alguns anos".

"Estamos longe dos 10 ou 15% que seriam desejáveis, mas, por um lado, temos cumprido o desvio de matéria orgânica dos aterros" referiu o secretário de Estado.

"A quantidade que vai para aterro está nos 34% mercê dos investimentos fortes feitos em infraestruturas, nomeadamente nos tratamentos mecânicos e biológicos", explicou o responsável do Ministério do Ambiente.

Em 2014, segundo o último Relatório do Estado do Ambiente, elaborado pela APA, a deposição em aterro era o destino de 42% do lixo.

O objetivo é a eliminação progressiva do encaminhamento de resíduos para aterro de modo a conseguir acabar com a deposição direta de lixo urbano em aterro até 2030.

Os resíduos urbanos produzidos em Portugal continental em 2014 atingiram 4,474 milhões de toneladas e foram sujeitos, além da deposição em aterro, a valorização energética (19%), tratamento mecânico e biológico (19%), valorização material (9%), tratamento mecânico (9%) e valorização orgânica (2%).

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