2.ª Circular vai ter freixos em vez de lódãos

Muda espécie no separador junto ao aeroporto. Duração das obras será de oito meses e custo da intervenção sobe para 12,2 milhões

O separador central da 2.ª Circular, que em 66% da via de dez quilómetros passará a ter 3,5 metros de largura, terá freixos e não lódãos-bastardos "entre os cones de aproximação das pistas" do Aeroporto de Lisboa. A opção por uma espécie que existe já no talude da Portela é uma das alterações introduzidas pela Câmara Municipal de Lisboa (CML) no projeto de remodelação daquela estrada, que será apreciado na quarta-feira pelo executivo liderado por Fernando Medina (PS).

As obras, com início anunciado para junho ou julho, prolongar-se-ão durante oito meses e representam um investimento de 12,2 milhões de euros (sem IVA). Inicialmente, a previsão era de que os trabalhos durassem 11 meses e de que o investimento fosse de 12 milhões de euros (com IVA).

O debate, intenso, prolongou-se por quase dois meses, incluiu uma consulta pública e só terminou quando, no primeiro dia deste mês, a Assembleia Municipal de Lisboa aprovou um conjunto de recomendações à CML que incluíam a aceitação da plantação de árvores no separador central da 2.ª Circular mas em termos que salvaguardassem a segurança rodoviária e prevenissem a "fixação excessiva de aves" que pudessem "constituir risco para o tráfego aéreo" e a instalação de uma "guarda de segurança" que acautelasse o "risco de colisão de veículos automóveis com as espécies vegetais a plantar". Ambas constam da proposta de contratação da empreitada, com recurso a concurso público internacional, que será agora debatida e votada pelo executivo e a que o DN teve ontem acesso.

Segundo o vereador do Urbanismo, subscritor do documento, entre as principais alterações ao projeto inicial estão a aplicação de "um sistema de retenção de veículos em toda a extensão do separador" central e a plantação de freixos no eixo "entre os cones de aproximação das pistas" do aeroporto. De acordo com Manuel Salgado, e tendo em vista a segurança dos automobilistas, serão ainda criadas nas ligações entre a 2.ª Circular e a A1 e o IC19 "zonas de transição com uma extensão desejável de 300 metros", materializadas em "pavimentos mais rugosos, marcas horizontais e sinalização vertical que introduzam um efeito de "porta"". Já a pensar nos peões, "está a ser estudada a possibilidade" de passar a existir "uma nova travessia pedonal desnivelada entre a Avenida de Berlim e o nó do Prior Velho", uma zona onde têm sido registados atropelamentos.

Igualmente a ser equacionada está a criação de vias BUS "nos ramos de acesso do Campo Grande e junto ao Estádio da Luz", de modo a aumentar a velocidade de circulação da 750, a única carreira da Carris que passa na 2.ª Circular e que é utilizada anualmente por cinco milhões de pessoas. Na sua recomendação, o parlamento da cidade defendera que a intervenção que irá agora sair do papel deverá ser apenas o primeiro de uma requalificação de maior dimensão que privilegiasse o papel desempenhado pelos transportes públicos.

A repavimentação da via rápida em toda a sua extensão, a reabilitação do sistema de drenagem, a substituição da iluminação por outra mais eficiente, a redução da velocidade máxima permitida de 80 km/h para 60 km/h e a colocação de radares são algumas das medidas que se mantêm relativamente ao projeto inicial. Os trabalhos decorrerão durante a noite.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Rosália Amorim

"Sem emoção não há uma boa relação"

A frase calorosa é do primeiro-ministro António Costa, na visita oficial a Angola. Foi recebido com pompa e circunstância, por oito ministros e pelo governador do banco central e com honras de parada militar. Em África a simbologia desta grande receção foi marcante e é verdadeiramente importante. Angola demonstrou, para dentro e para fora, que Portugal continua a ser um parceiro importante. Ontem, o encontro previsto com João Lourenço foi igualmente simbólico e relevante para o futuro desta aliança estratégica.

Premium

Diário de Notícias

A ditadura em Espanha

A manchete deste dia 19 de setembro de 1923 fazia-se de notícias do país vizinho: a ditadura em Espanha. "Primo de Rivera propõe-se governar três meses", noticiava o DN, acrescentando que, "findo esse prazo, verá se a opinião pública o anima a organizar ministério constitucional". Explicava este jornal então que "o partido conservador condena o movimento e protesta contra as acusações que lhe são feitas pelo ditador".