12 anos em Marte: Opportunity aterrou em 2004 para uma missão de 90 dias que ainda dura

Ao longo dos 12 anos de atividade o robô surpreendeu cientistas e o público em geral... e não só devido à longevidade

Foi há 12 anos que o robô Opportunity aterrou em Marte, para uma missão de 90 dias... que ainda dura. O pequeno rover chegou ao planeta vermelho a 25 de janeiro de 2004, três semanas depois do seu gémeo Spirit. Ambos tinham uma esperança de vida de 90 dias marcianos, que superaram largamente: a NASA perdeu contacto com a Spirit em 2009 e o Opportunity ainda funciona.

O Opportunity, do tamanho de um carrinho de golfe, acabou de ultrapassar os dias mais difíceis do seu sétimo inverno em Marte - no planeta vermelho cada ano tem 684 dias (de 24 horas e 39 minutos). Os mais difíceis são os mais curtos, em que o robô recebe menos energia solar.

"O Opportunity ficou muito ativo neste inverno, em parte por que os painéis solares estavam mais limpos que nos últimos invernos", explicou John Callas, do Jet Propulsion Laboratory da Agência Espacial europeia (NASA), citado no site Mars Exploration.

Ao longo dos 12 anos de atividade o robô surpreendeu cientistas e o público em geral e não só devido à longevidade: há dois anos encontrou vestígios de água que foi propícia à vida numa rocha argilosa que a NASA designou Esperança 6.

Nos últimos anos, desde 2011, o Opportunity tem-se dedicado a explorar o lado ocidental da cratera Endeavour. E este inverno está a analisar rochas nos locais onde a Mars Reconnaissance Orbiter, que orbita o planeta, encontrou concentrações de de minerais de argila que se terão formado sob condições húmidas.

E, por enquanto, os trabalhos do robô que aterrou a 25 de janeiro de 2004 ainda não têm fim à vista.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ruy Castro

À falta do Nobel, o Ig Nobel

Uma das frustrações brasileiras históricas é a de que, até hoje, o Brasil não ganhou um Prémio Nobel. Não por falta de quem o merecesse - se fizesse direitinho o seu dever de casa, a Academia Sueca, que distribui o prémio desde 1901, teria descoberto qualidades no nosso Alberto Santos-Dumont, que foi o verdadeiro inventor do avião, em João Guimarães Rosa, autor do romance Grande Sertão: Veredas, escrito num misto de português e sânscrito arcaico, e, naturalmente, no querido Garrincha, nem que tivessem de providenciar uma categoria especial para ele.

Premium

João Taborda da Gama

Le pénis

Não gosto de fascistas e tenho pouco a dizer sobre pilas, mas abomino qualquer forma de censura de uns ou de outras. Proibir a vista dos pénis de Mapplethorpe é tão condenável como proibir a vinda de Le Pen à Web Summit. A minha geração não viveu qualquer censura, nem a de direita nem a que se lhe seguiu de esquerda. Fomos apenas confrontados com alguns relâmpagos de censura, mais caricatos do que reais, a última ceia do Herman, o Evangelho de Saramago. E as discussões mais recentes - o cancelamento de uma conferência de Jaime Nogueira Pinto na Nova, a conferência com negacionista das alterações climáticas na Universidade do Porto - demonstram o óbvio: por um lado, o ato de proibir o debate seja de quem for é a negação da liberdade sem mas ou ses, mas também a demonstração de que não há entre nós um instinto coletivo de defesa da liberdade de expressão independentemente de concordarmos com o seu conteúdo, e de este ser mais ou menos extremo.

Premium

Bernardo Pires de Lima

Em contagem decrescente

O brexit parece bloqueado após a reunião de Salzburgo. Líderes do processo endureceram posições e revelarem um tom mais próximo da rutura do que de um espírito negocial construtivo. A uma semana da convenção anual do partido conservador, será ​​​​​​​que esta dramatização serve os objetivos de Theresa May? E que fará a primeira-ministra até ao decisivo Conselho Europeu de novembro, caso ultrapasse esta guerrilha dentro do seu partido?

Premium

Catarina Carvalho

O populismo na campanha Marques Vidal

Há uma esperança: não teve efeito na opinião pública a polémica da escolha do novo procurador-geral da República. É, pelo menos, isso que dizem os estudos de opinião - o número dos que achavam que Joana Marques Vidal devia continuar PGR permaneceu inalterável entre o início do ano e estas últimas semanas. Isto retirando o facto, já de si notável, de que haja sondagens sobre este assunto.