10 milhões de telemóveis Android infetados com software maligno

O software Hummingbad dá o controlo dos telemóveis a terceiros e gera 300 mil dólares por mês aos piratas informáticos

Mais de 10 milhões de telemóveis com o sistema operativo Android foram infetados pelo Hummingbad, um software malicioso que se instala nos dispositivos e dá o controlo do telemóvel a terceiros. Este malware foi detetado pela primeira vez em fevereiro deste ano e foi associado a uma empresa de publicidade chinesa, a Yingmob.

O software malicioso já terá rendido 300 mil dólares por mês, cerca de 270 mil euros, aos criadores, pois instala aplicações fraudulentas sem a autorização do dono do telemóvel e exibe anúncios publicitários indesejados. O Hummingbad é um exemplo de malware autossustentável.

A Yingmob, com sede em Pequim, é acusada de ter infetado telemóveis em grande escala, utilizando uma fachada de empresa publicitária. Segundo o Check Point, a página que revelou o esquema, a Yingmob tem acesso a milhões de telemóveis em todo o mundo. A maioria dos telemóveis infetados está na China, índia e nas Filipinas.

O Hummingbad cria uma fonte estável para cibercriminosos, pois "os grupos podem reunir recursos do dispositivo para criar programas poderosos", como "bases de dados para futuros ataques altamente direcionados, ou podem construir novos fluxos de receitas com a venda de acesso dos dispositivos sob seu controle" a outros piratas, explica o relatório do Check Point.

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Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.