Obras de restauro de Palácio Valflores previstas para outubro

Foi considerado em 2015 um dos 14 monumentos mais ameaçados na Europa

A Câmara Municipal de Loures perspetivou hoje que a primeira fase das obras de recuperação e restauro do Palácio Valflores possam iniciar-se em outubro, numa intervenção orçada em cerca de dois milhões de euros.

O Palácio Valflores, construído no século XVI e considerado um exemplo da arquitetura residencial renascentista em Portugal, tinha sido considerado em 2015 um dos 14 monumentos mais ameaçados na Europa, segundo uma lista divulgada pela Europa Nostra, principal organização europeia do património.

Há um ano, a Câmara Municipal de Loures (distrito de Lisboa) anunciou que estava a desenvolver um projeto, composto por três fases, para recuperar e restaurar este monumento, situado na localidade de Santa Iria da Azóia, tendo para o efeito submetido uma candidatura a fundos comunitários.

Esta manhã, em declarações à agência Lusa, o vice-presidente do município, Paulo Piteira, adiantou que a candidatura para a realização da primeira fase do projeto foi aceite e que o município "está agora em condições para fazer o lançamento do concurso".

"Foi muito importante, porque vem viabilizar o início de uma intervenção que é urgente. É essencial nesta primeira fase consolidar a estrutura e evitar que ela caia", sublinhou.

O autarca referiu que a primeira fase terá um custo de cerca de 1,9 milhões de euros: "Será um trabalho de relojoeiro", dada a complexidade da intervenção. Estamos confiantes".

Na segunda fase do projeto a autarquia pretende intervir na cobertura do edifício, nas janelas e nos vãos, e na terceira fase pretende-se restaurar os elementos arquitetónicos, não existindo, para já, uma previsão temporal para estas intervenções.

Em termos globais, a Câmara de Loures estima que a recuperação total do Palácio de Valflores custe cerca de cinco milhões de euros.

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