Incêndios mataram 41 pessoas. Encontrado corpo de mulher desaparecida

Balanço anterior dava conta de 37 vítimas mortais. Bebé de um mês de Tábua afinal está vivo, revelou adjunta da Proteção Civil

Os incêndios florestais que deflagraram no domingo em várias zonas do país fizeram 41 mortos, disse esta tarde a adjunta nacional de operações Patrícia Gaspar.

Segundo esta responsável, um dos mortos é a mulher que estava desaparecida na Pampilhosa, que cujo corpo foi encontrado dentro de casa.

O anterior balanço dava conta de 37 vítimas mortais, entre as quais um bebé de um mês de Tábua (distrito de Coimbra), que afinal está vivo, adiantou Patrícia Gaspar.

Em relação ao balanço feito às 12:00 pela ANPC, há um aumento de cinco mortos - uma vez que o bebé já não entra neste último balanço - elevando para 41 as vítimas mortais dos incêndios.

Das sete pessoas que se encontravam desaparecidas na sequência dos incêndios de domingo, apenas uma continua por localizar.

A pessoas desaparecida é uma mulher de 70 anos que vivia em Ribeira de Praçais, numa casa isolada no meio de um vale, segundo informações do presidente da Câmara de Pampilhosa da Serra, José Brito.

No balanço anterior, a Proteção Civil dava conta de 37 mortos e 71 feridos, 15 dos quais em estado grave.

Esta é a segunda situação mais grave de incêndios com mortos este ano, depois de Pedrógão Grande, no verão, onde um fogo alastrou a outros municípios e provocou 64 mortos e mais de 250 feridos.

Marcelo fala às 20:30

Marcelo Rebelo de Sousa vai ainda esta terça-feira a Oliveira do Hospital, distrito de Coimbra, uma das zonas mais atingidas pelos incêndios de domingo e onde morreram sete pessoas, entre os 41 que perderam a vida nesta tragédia.

Marcelo Rebelo de Sousa tinha prometido falar ao país após a "estabilização dos fogos e o balanço da tragédia", numa mensagem divulgada na segunda-feira no portal da Presidência da República na Internet, em que pedia ação urgente face aos incêndios.

Nessa nota, intitulada "Presidente da República reafirma urgência de agir", o chefe de Estado considerava que o que aconteceu no domingo dava "razão acrescida" à sua intervenção de sábado passado", em Pedrógão Grande, "apelando a uma mudança de ponto de vista, traduzida em atos e não em palavras".

No sábado, em Pedrógão Grande, no distrito de Leiria, Marcelo Rebelo de Sousa manifestou expectativa em relação às "consequências que o Governo irá retirar" dos incêndios de junho no centro do país, que causaram 64 mortes, e pediu uma "rigorosa avaliação dos contornos jurídicos" relativa à responsabilidade civil da Administração Pública.

No final dessa mensagem, pediu coragem para se aproveitar a "tragédia coletiva" de Pedrógão Grande para mudar de vida, com urgência, declarando: "Não há tempo a perder, ou melhor, já perdemos todos tempo de mais".

Já no domingo, perto da uma da madrugada, o Presidente da República esteve ao telefone em direto na SIC-Notícias durante cerca de sete minutos e disse esperar que se retirassem conclusões do que aconteceu nestes incêndios, e nos de junho.

"Haverá certamente oportunidade, e mais, dever - dever moral e dever cívico - de fazer uma análise sobre aquilo que se está a passar, no tempo oportuno", afirmou.

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