Exclusivo "Há um estigma por parte de algumas áreas da medicina em relação aos paliativos"

Um ano depois de inaugurada, a segunda unidade de cuidados paliativos da região centro já tem falta de recursos humanos. E por isso não atinge a lotação das 12 camas disponíveis. A diretora, Catarina Faria, acredita que este é o maior investimento que um conselho de administração hospitalar pode fazer. Em Leiria e Alcobaça, tem recebido doentes de todo o país.

Quando há um ano a ministra da Saúde foi a Alcobaça inaugurar a Unidade de Cuidados Paliativos do Centro Hospitalar de Leiria (adaptando assim uma ala do hospital local para esta função), a jovem médica Catarina Faria estava certa de que era um passo de gigante no acompanhamento de muitos doentes, uma lacuna imensa ainda por preencher no país. Em toda a região centro há apenas dois serviços como este (o outro está no IPO de Coimbra) e no resto do país também bastam os dedos de uma mão para contar as unidades do serviço público.

Na verdade, este é um desafio que começou em 2018, quando foi criada a primeira equipa intra-hospitalar. "Como tínhamos cada vez mais doentes criou-se a necessidade do internamento. Foi uma oferta que a nosso conselho de administração fez à nossa equipa. É dos poucos do país", conta ao DN a diretora. "Com a criação da unidade de internamento, aí damos os cuidados todos ao doente, desde o momento em que entra na nossa consulta, até morrer.

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