Filhos de embaixador dizem-se prontos para "assumir responsabilidades"

Jovens iraquianos admitem que provocações não justificaram nível de violência a que recorreram

Os gémeos iraquianos de 17 anos acusados de terem agredido Rúben Cavaco, de 15, a 17 de agosto, revelaram esta terça-feira, em entrevista exclusiva à SIC, a sua própria versão dos acontecimentos daquela noite, em Ponte de Sor, Portalegre. A estação divulgou, ao início da tarde, mais um excerto desta conversa, que será emitida na íntegra no noticiário da noite.

Neste excerto, os filhos do embaixador do Iraque em Lisboa admitem que as provocações de que terão sido alvo não justificam o nível de violência com que atingiram Rúben, a quem pediram desculpa publicamente. Dizem também estar prontos "para assumir as responsabilidades" pelos atos de uma noite que terminou em confrontos.

"Quando saímos, dirigi-me para o carro e entrei. Infelizmente, o meu irmão não teve tempo de entrar no carro. Um grupo de rapazes, incluindo o Rúben, cercou o meu irmão", explicou um dos filhos do embaixador do Iraque em Lisboa.

"Um deles em particular queria atacá-lo e eu estava a tentar acalmá-lo, fazendo uma barreira com as mãos para ele não avançar e atacar o meu irmão", continuou. "Quando dei por mim, estava a ser atacado por seis pessoas. Estavam a passar-me entre eles como se eu fosse uma bola". Os rapazes acrescentaram ainda que, na ocasião, estavam a "tentar dar luta", mas que nada podiam fazer, já que "estavam em minoria."

Segundo contaram os gémeos ao canal de televisão, regressaram a casa depois de uma primeira rixa, mas foram obrigados a regressar ao local do confronto para "ir buscar as coisas" que tinham perdido. Rúben, que ainda estaria no mesmo lugar, terá então voltado a provocar os filhos do embaixador, tentando "começar outra briga".

O jovem, que acabaria por sofrer traumatismos cranianos e ficar facialmente desfigurado, terá dito "mais coisas em português" e, nesse momento, voltou a agredir "a cara e o ombro" de um dos irmãos, antes de desatar a correr.

"Por isso, corri atrás dele e comecei a agredi-lo. Dei-lhe murros e, quando dei por isso, o meu irmão também tinha vindo e estava a ajudar-me", conta. "Um minuto depois, ele estava no chão, dei-lhe pontapés com ele no chão. Depois, o meu irmão disse-me para parar porque ele estava no chão e não havia mais nada a fazer", termina.

Rúben Cavaco já saiu dos cuidados intensivos, mas continua internado no Hospital Santa Maria, em Lisboa.

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