Férias de Carnaval fazem subir procura de hotéis no Algarve

Portugueses vão aproveitar estes quatro dias para passear. Zonas de neve são destino, mas zona sul tem mais reservas do que em 2016

Os quatro dias de férias do Carnaval vão ser aproveitados pelos portugueses para passear tanto no país como para irem para destinos de neve - Andorra, Espanha e França. Por ser um feriado que não é generalizado noutros países, os hotéis nacionais contam sobretudo com clientes nacionais, mas na região sul são esperados muitos turistas vindos de Espanha. No Algarve, as unidades hoteleiras localizadas nas zonas com maior tradição nesta época - como Loulé e Quarteira - estão praticamente esgotadas. E a região deve terminar fevereiro com uma média de 50% da oferta de camas ocupada - que compara com os 46,7% do ano passado.
As miniférias de Carnaval - o governo anunciou na terça-feira a tolerância de ponto para a segunda--feira - são as primeiras de cinco possíveis este ano, graças aos feriados que calham à terça ou quinta--feira. Quanto ao atual período, a Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT) também antecipa "um crescimento com algum significado" de reservas, referiu ao DN o porta-voz da associação, Paulo Brehm.
Populares continuam os destinos nacionais, mas também internacionais. "A neve está com uma procura significativa, para locais como Espanha, Andorra e França, também estamos a vender bem os destinos de sol de proximidade, como Cabo Verde e as ilhas espanholas. E depois há a Disney, que nesta altura tem sempre pico de procura", acrescentou o responsável. Seguem-se os destinos que se mantêm um pouco ao longo do ano, que são as capitais europeias, e nos mais longínquos "o Brasil, poucas Caraíbas e Cuba".
Como os portugueses "querem aproveitar estes quatro dias de férias, acabam por escolher mais destinos nacionais". O que leva a APAVT a acreditar que o anúncio de tolerância de ponto "ainda vai ter impacto para os destinos nacionais". Cá dentro, as grandes tendências não estão necessariamente ligadas a tradições da época festiva. Madeira, Açores e Algarve são o top 3 das preferências, mas "notamos uma procura também por destinos do interior", refere Paulo Brehm.

Mais estrangeiros no Sul do país
Este é o primeiro pico de procura do ano para o Algarve. "É um daqueles momentos do mercado nacional em que há uma apetência para visitar o Algarve. Não é a Páscoa, mas faz que a região tenha mais turistas e temos registado uma tendência de subida", admitiu ao DN Desidério Silva, presidente do Turismo da região. A procura registada faz prever maior taxa de ocupação quando comparada com o mesmo mês do ano passado e para essa subida contribui este período de Carnaval. Desidério Silva prevê que os números sejam "melhores que no ano passado". "Vão ser uns dias com o Algarve mais animado, com mais gente e menos hotéis e restaurantes fechados. Isso é positivo."
A questão é que nem todos os visitantes ficam em hotéis. "Alguns têm casa própria", refere. E outros ficam "noutros meios de alojamento, como o alojamento local", aponta Elidérico Viegas, da Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA). O que faz que a hotelaria na região anime "com o mercado espanhol", sublinhou.
Se o tempo ajudar, "haverá mais portugueses na região", mas "a subida importante está no mercado externo", justifica o presidente da AHETA, que acrescenta ter a associação uma projeção de um milhão e 200 mil dormidas no Algarve este mês, com uma taxa média de ocupação de 50% das 90 mil camas disponíveis, pois ainda há hotéis que estão fechados nesta altura.
Uma das unidades que já está praticamente esgotada é o Loulé Jardim Hotel (três estrelas) que ontem tinha uma taxa de ocupação "entre os 85 e os 90%", como referiu um dos funcionários ao DN. Também o Pestana Vila Sol (cinco estrelas em Vilamoura) tinha já 80% da sua lotação reservada. Uma procura também explicada pelo facto de esta ser uma época de golfe no Algarve, mais importante para esta unidade que o Carnaval.
Numa situação idêntica a 2016 estava, ontem, o Vila Galé Marina (de quatro estrelas) que estava com uma taxa de ocupação de 50%.

Com C.F. e R.C.

Notícia corrigida às 17.30 para alterar as informações relativas ao Hotel Vila Galé Marina

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