Europa atinge recorde de novos casos de VIH/sida em 2014

Em 2014 foram diagnosticados 142197 novos casos na região europeia.

A Europa registou o número mais alto de sempre de novas infeções VIH/sida. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), um crescimento que está associado sobretudo aos países de Leste, segundo os últimos dados divulgados pelo Centro Europeia de Prevenção e Controlo da Doença (ECDC) e pela OMS. Na União Europeia, a descida também não é significativa na última década, havendo um crescimento alarmante no grupo dos homens que têm sexo com homens. Portugal é uma das exceções a esta tendência.

A região europeia da OMS, que inclui 53 países e uma população de 900 milhões, bateu um recorde desde que iniciou os seus registos na década de 80. Só no Leste, o número de novos casos duplicou na última década.

Zsuzsanna Jakab, a diretora da OMS para a região europeia, referiu que "apesar de todos os esforços para lutar contra o VIH, a região europeia atingiu mais de 142 mil casos. E isto é muito preocupante". A responsável disse que, "com toda a evidência quanto à prevenção e controlo do VIH, incluindo novas orientações para o tratamento, os países europeus podem reforçar as suas ações e reduzir a epidemia do VIH de uma vez por todas".

Na região europeia, excluindo a Rússia, que teve mais de 85 mil novos casos em 2014, verificou-se uma redução no número de casos por cem mil habitantes, de 6,7 para 5,9, mas os números absolutos continuam a rondar os 30 mil casos por ano. Em Portugal, os últimos dados apresentados - e mais atuais do que os enviados para o ECDC -mostram uma contínua redução do número de novos casos.

Neste relatório, Portugal ainda é o sétimo país com maior taxa de casos novos por cem mil habitantes e é o segundo, depois da Letónia, com mais novos casos já em fase de sida. O diretor do Programa Nacional para a Infeção VIH/sida, António Diniz, refere que estes números apontam para "o facto de ainda haver muitos diagnósticos tardios da doença, apesar de termos reduzido de 65% para 49%". Admitindo que ainda há um caminho a percorrer, explica que "é preciso ter em conta que há muitos casos contabilizados como se fossem sida. "

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