Doze portugueses morreram em acidente em França. Condutor é um português de 19 anos

O jovem condutor foi levado para o hospital em choque. As vítimas têm entre 7 e 63 anos, e eram de Viseu, Oliveira de Azeméis e Trancoso

Doze portugueses que vinham da Suíça para passar a Páscoa em Portugal morreram quando a carrinha em que viajavam colidiu com um camião, numa estrada francesa. O condutor era um jovem português de 19 anos, que sobreviveu.

De acordo com o secretário de Estado das Comunidades, José Luís Carneiro, entre as 12 vítimas está uma família de Cinfães do Douro, um casal e a filha de sete anos. Há ainda três vítimas de uma aldeia perto de Trancoso, chamada Palhais.

Segundo o procurador de Moulins, em conferência de imprensa, o jovem condutor foi levado para o hospital em choque e ainda não falou com a polícia.

O acidente com a carrinha Mercedes Sprinter aconteceu poucos minutos antes da meia-noite. As vítimas morreram na sequência um choque frontal entre a carrinha em que seguiam e um veículo pesado - a carrinha desviou-se para a faixa contrária e colidiu de frente com o camião. O condutor da carrinha e os dois italianos que seguiram no camião sobreviveram, mas ficaram feridos, escreve a AFP.

A procuradoria de Moulins já abriu um inquérito para averiguar as circunstâncias do acidente. Segundo Luís Babiano, presidente da associação Dompierre Portugal, é uma estrada onde há muitos acidentes. "A estrada só tem uma via. Uma pessoa fecha os olhos e está logo na via da esquerda e foi o que aconteceu neste acidente. É um problema do Estado, não há dinheiro para fazer duas vias", declarou o dirigente associativo local.

O primeiro-ministro francês Manuel Valls e o ministro do Interior Bernard Cazeneuve já lamentaram o "terrível acidente" e enviaram condolências às famílias das vítimas.

Os corpos das 12 vítimas foram transferidos para o centro hospitalar no número 10 avenue du Général de Gaulle, em Moulins", lê-se no comunicado de imprensa da prefeitura de Allier. As famílias serão recebidas no centro hospitalar pela célula de emergência médico-psicológica composta por médicos, psicólogos e enfermeiros intérpretes e no local está também uma "associação de ajuda às vítimas para apoiar as famílias e para garantir o alojamento".

Um número verde foi estabelecido para os familiares das vítimas: 0033 (1) 811 00 06 03.

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