Direito de Resposta. "Crimes de adoções ilegais na IURD investigados pela TVI prescreveram"

Ao abrigo da Lei de Imprensa n.º 2/99, de 13 de janeiro, artigos 24.º, 25.º e 26.º, o DN recebeu da Igreja Universal do Reino de Deus o Direito de Resposta a um artigo sobre a série de reportagens emitida pela TVI sobre adoções de crianças por membros da IURD, publicado a 12 de dezembro de 2017, que aqui reproduzimos

"O Diário de Notícias publicou uma notícia com o título "Crimes de adoções ilegais pela IURD investigados pela TVI prescreveram", na qual é afirmado que no Lar da IURD eram colocadas crianças roubadas às mães biológicas e encaminhadas para a adoção ilegal, e é também referido o caso de três irmãos em que se afirma que foram "roubados" à mãe biológica e adotados ilegalmente inclusive com recurso a relatórios e informações falsas.

Todas estas afirmações são falsas, atingem de uma forma inaceitável o bom-nome e a reputação da IURD, na medida em que a envolvem num esquema ilegal de adoções ilegais.

É falso que tenha existido qualquer manipulação dos processos, que tenham sido forjados documentos ou falsificada informação. Os processos de adoção não padecem de qualquer vício formal ou ilegalidade. A IURD repudia veementemente a afirmação de que as crianças foram roubadas, sem mais, aos pais biológicos. A verdade é que as crianças que eram colocadas no Lar foram retiradas às famílias biológicas pelas entidades competentes por se encontrarem em situação de perigo e por não terem as condições necessárias ao seu desenvolvimento junto da família biológica.

No que respeita ao caso mencionado na notícia, não existiu qualquer roubo ou adoção ilegal. Estas crianças foram retiradas à família biológica pelas entidades competentes, por as mesmas não terem condições de dar aos menores a qualidade mínima de vida exigida para uma criança. O processo em causa seguiu todos os trâmites legais, tendo sido decidido por tribunais portugueses, com o envolvimento de todas as entidades competentes, como a Segurança Social e a Santa Casa da Misericórdia, e culminado na decisão de adoção dos menores. No âmbito desse mesmo processo judicial consta como tendo ficado provado que os pais biológicos dos menores eram toxicodependentes e que há cerca de cinco anos que tinham deixado de procurar os filhos após os terem abandonado em casa de uma ama. É ainda referido pelo Tribunal que enquanto os menores viveram com os progenitores habitavam uma casa sem móveis, suja, sem eletricidade e sem condições mínimas de habitabilidade e não lhes eram prestados os cuidados mínimos de saúde e alimentação.

Consta, ainda, que foi estabelecido um direito de visitas aos pais biológicos e que estes nunca o exerceram, e que todas as viagens dos menores para os Estados Unidos da América sempre foram autorizadas pelo Tribunal.

Repudiamos todas as imputações e falsas afirmações que o artigo lança sobre a nossa Igreja, exigindo a reposição da verdade, para salvaguarda da reputação de todos aqueles que partilham a nossa fé."

A Direção

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