Detidos por lenocínio em Mafra impedidos de contactar mulheres exploradas num bar

A detenção dos arguidos ocorreu no domingo, no âmbito de um processo-crime que se encontrava em investigação desde 2015

Quatro arguidos indiciados por lenocínio ficaram proibidos de se aproximarem do bar onde decorria a atividade na localidade da Malveira, em Mafra, e de contactar as mulheres que exploravam, refere uma nota da Procuradoria-Geral de Lisboa.

A mesma nota indica que os arguidos estão obrigados a apresentarem-se às autoridades nas respetivas áreas de residência e que as mulheres exploradas foram identificadas no inquérito.

A sociedade proprietária do bar, que também foi indiciada pela prática do mesmo crime, fica sujeita à medida de suspensão imediata do exercício de atividade do estabelecimento.

A detenção dos arguidos ocorreu no domingo, no âmbito de um processo-crime que se encontrava em investigação desde 2015, adianta a PGR.

"Segundo os fortes indícios recolhidos, os arguidos, pelo menos, no período compreendido entre 15 de setembro de 2015 e 8 de outubro de 2016, dedicaram-se a desenvolver, explorar, favorecer e fomentar alterne e prostituição feminina, num bar localizado na Malveira", indica o comunicado.

A investigação prossegue sob a direção do Ministério Público do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa Oeste/Sintra.

Além das detenções, foram apreendidos mais de oito mil euros em numerário, informou na segunda-feira a Guarda Nacional Republicana (GNR).

As buscas, de acordo com a força de segurança, ocorreram em alojamentos situados em espaço marginal a um estabelecimento de diversão noturna e, ainda, em três residências na localidade da Malveira.

Durante as buscas foram ainda apreendidos cinco telemóveis, além de diverso material e documentação relacionado com a prática do crime de lenocínio, assim como diversa documentação referente a extratos e transferências bancárias.

Segundo a GNR na operação estiveram envolvidos 37 militares das valências de investigação criminal, territorial, intervenção e cinotécnica, tendo contado com a presença da magistrada do Ministério Público junto da Comarca de Lisboa Oeste, que acompanhou a operação.

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