Destruição do Estado Islâmico revela palácio com 2600 anos

Descoberta feita na região de Mossul, onde se situava antiga cidade assíria, devido aos túneis construídos pelo grupo terrorista

Sob os escombros de uma cidade arrasada pelo Estado islâmico, no emaranhado de túneis construídos pelo grupo terrorista na região de Mossul no Iraque, um grupo de arqueólogos encontrou aquilo que suspeita ser um palácio com 2600 anos.

A descoberta foi feita no monte de Nabi Yunus - um dos que integrava a antiga cidade assíria de Nínive -, a este de Mossul, junto ao local onde se acredita estar o túmulo do profeta Jonas, destruído pelo grupo terrorista em 2014, aquando da tomada daquela região. Depois de as forças iraquianas terem conseguido recuperar a região, no início deste ano, os arqueólogos exploraram a zona e os túneis escavados pelo Estado Islâmico, para avaliar os estragos. E foi aí que encontraram um palácio, datado do ano 600 a.C.

Os militantes do Estado Islâmico terão destruído ou vendido no mercado negro inúmeros artefactos, mas o caminho aberto até ao templo permitirá entender melhor aquele período. Os arqueólogos acreditam que o palácio agora descoberto está ligado a três gerações de reis assírios: terá sido construído pelo rei Senaqueribe, que governou entre 705 e 681 a.C., renovado pelo filho Assaradão (681-669 a.C.) e também pelo neto, Assurbanípal (669-627 a.C.).

Além do palácio, o grupo de investigadores descobriu outros artefactos de valor inestimável, nomeadamente uma inscrição cuneiforme em mármore do rei Assaradão ou uma escultura assíria de uma semideusa.

Com os túneis em risco de desmoronamento, os arquélogos têm de trabalhar rapidamente para estudar e proteger os achados.

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