Sem-abrigo queimado no Porto. PJ exclui crime

O homem afirmou que lhe pegaram fogo enquanto dormia, mas as autoridades afastam a intervenção de terceiros. A PJ refere um cigarro aceso como causa.

Um sem-abrigo do Porto afirmou que desconhecidos lhe pegaram fogo, durante a madrugada desta quinta-feira, mas a PJ excluiu a intervenção de terceiros e aponta como causa um cigarro aceso. Foi enquanto dormia numa passagem por baixo de um prédio, na rua Barros Lima, que tudo terá acontecido, segundo o Jornal de Notícias.

Rui Pedro, de 52 anos, conhecido por "Gigio", deslocou-se à porta do Hospital Joaquim Urbano pouco depois das 08:00, tendo perguntado se lhe podiam dar roupas porque as dele tinham ardido, escreve o diário. Terá sofrido queimaduras de segundo grau nas costas e nas mãos.

Terá dito "que lhe pegaram fogo". As enfermeiras deram-lhe os primeiros socorros, tendo sido depois chamado o INEM. Deu entrada no Hospital de São João e ficou internado na Unidade de Cirurgia Plástica e Reconstrução.

Segundo fonte dos Bombeiros de S. Mamede de Infesta, que estiveram no local, o homem "foi encontrado por transeuntes" na Rua Barros Lima, na freguesia do Bonfim, "com queimaduras visíveis".

"O senhor não explicou bem o que aconteceu, apenas disse que lhe pegaram fogo", referiu, acrescentando que o homem apresentava queimaduras de segundo grau nas costas e nas mãos.

De acordo com o JN, inicialmente, julgou tratar-se de crime, uma vez que já tinham sido incendiados pertences de sem-abrigo, mas, após uma investigação preliminar, tudo indica que terá sido um cigarro aceso esquecido que incendiou o casaco deste sem-abrigo quando dormia. Quando se apercebeu já tinha as costas queimadas. Terá apagado as chamas e continuou a dormir.

Notícia atualizada às 20:36

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