Derrocada na praia Maria Luísa. Susto em Benagil

Autoridades acreditam que não há feridos na praia de Albufeira. Em Benagil, Lagoa, um grupo de turistas ficou retido numa gruta

Uma derrocada na praia Maria Luísa, em Albufeira, mobilizou este início de tarde 32 elementos das forças de proteção e socorro e 13 veículos, e as informações oficiais até ao momento indicam que não há feridos.

Segundo o comandante de Permanência às Operações do Comando Distrital das Operações de Socorro (CDOS) de Faro, Richard Marques, testemunham indicam que não haveria ninguém na zona da praia onde ocorreu a derrocada. No entanto, as equipas estão neste momento a fazer uma busca a toda a área para confirmar que não há vítimas soterradas.

A zona vai voltar a ser inspecionada pelas autoridades ao final do dia com a ajuda de máquinas escavadoras. Em declarações aos jornalistas, o comandante do porto de Portimão disse que quando a maré atingir novamente o ponto mais baixo, as autoridades regressarão ao local para remover os escombros e confirmar que não há pessoas soterradas.

"Garantia [de que não há vítimas] não a posso dar enquanto não removermos todos os escombros, mas há testemunhas que viram e não estava lá ninguém", sublinhou Santos Pereira, adiantando que as operações deverão ser retomadas a partir das 21:00.

Uma primeira informação da Autoridade Marítima indicava que três ou quatro pessoas podiam ter ficado feridas.

A mesma fonte indicava à Lusa que também se teria registado uma derrocada na praia do Benagil, Lagoa, com suspeitas da existência de pessoas fechadas numa gruta. No entanto, o que aconteceu foi que um grupo de turistas que ia numa embarcação, a visitar as rochas daquela região algarvia, foi empurrado por uma onda para o interior da gruta de onde não conseguia sair.

Esse grupo, seis turistas holandeses, foi entretanto resgatado pelo Instituto de Socorros a Náufragos, tendo as pessoas sido assistidos pelo INEM. Não sofreram ferimentos.

Técnicos da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) estão na praia Maria Luísa a avaliar se as falésias que se encontram nas imediações apresentam fissuras ou risco de uma nova derrocada.

Segundo o diretor regional da Agência Portuguesa do Ambiente, Sebastião Teixeira, a arriba que hoje desmoronou não estava identificada como sendo de risco iminente.

O comandante do porto de Portimão apela aos banhistas para que se afastem das falésias e mantenham a distância de segurança, que é 1,5 vezes a altura da falésia.

Junto ao local da derrocada estavam montados dois chapéu de sol, mas pertenciam aos Bombeiros Voluntários de Albufeira.

Em agosto de 2009, o colapso de um rochedo matou cinco pessoas na praia Maria Luísa, em Albufeira, naquele que foi o acidente mais grave registado no litoral do Algarve em consequência da geodinâmica das arribas em mais de 20 anos.

No ano passado, em agosto, registou-se uma outra derrocada, que derramou no areal cerca de mil toneladas de detritos.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG