Como ver o eclipse do sol desta segunda-feira (e o que vamos ver)

O eclipse total do Sol não é visível na Europa, mas é possível acompanhar através da transmissão da NASA. Em Portugal, só em 2026

É uma das notícias do dia nos Estados Unidos, onde muitos se preparam para ver o primeiro eclipse total do Sol desde 1979 (no continente), mas visto de Portugal o eclipse solar vai ser bem menos impressionante. Ainda assim, o final do dia vai trazer um fenómeno que é raro e vale a pena ver: um eclipse parcial, com a sombra da Lua a cobrir mais ou menos um quinto do Sol.

Outra opção é seguir o fenómeno através das muitas transmissões ao vivo na internet, como a da agência espacial norte-americana NASA no YouTube e Facebook, a partir das 17.00.

Em Portugal, o eclipse começa ao final da tarde, quando o sol já se encontra próximo do ocaso, altura em que as condições de observação não são as melhores, salienta o Observatório Astronómico de Lisboa.

Em Lisboa o eclipse é visível a partir das 19:46 horas e o Sol terá apenas 19% da superfície encoberta - a altura melhor será mesmo alguns minutos antes do pôr-do-sol, às 20:23, e será preciso encontrar um lugar de observação com a linha do horizonte desimpedida, junto ao mar por exemplo.

Na Madeira, a visibilidade do eclipse será a partir das 19:48 horas com apenas 33% da superfície encoberta. Nos Açores, a partir das 18:40 horas com apenas 28% da superfície encoberta.

No Brasil, os melhores locais para ver os eclipse são no norte e nordeste do país, como os estados de Roraima e Amapá, por exemplo, onde chegará aos 40%. As maiores cidades, no entanto, São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, ficarão de fora.

A região onde o eclipse é total vai percorrer uma trajetória do Oceano Pacífico ao Atlântico, atravessando os Estados Unidos no sentido noroeste a sudeste, da costa do Oregão à costa da Carolina do Sul. Nessas regiões, a lua apenas cobrirá o sol na totalidade durante poucos minutos.

Para assistir a um fenómeno assim sem sair de Portugal será preciso esperar nove anos, até 2026. A 12 de agosto o melhor local será mesmo o norte do País, que terá mais de 90% de obscuridade.

Apesar de as condições não serem boas, o OAL lembra que é perigoso observar diretamente o Sol, já que há graves riscos para a visão humana se os procedimentos de segurança corretos não forem acautelados.

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