Como é viajar com Francisco de Roma a Monte Real

A bordo Ao todo, são 72 jornalistas, um do DN - um dos 12 diários de todo o mundo escolhido para acompanhar este voo

Acompanhar um voo papal tem interesse jornalístico acrescido, tanto mais que só os jornalistas vaticanistas têm lugar garantido. E há espaço para mais?, perguntámos. "Há" - respondem da Sala Stampa, na Santa Sé, mas está sujeito a rastreio. A acreditação é feita depois de conhecido o programa da Peregrinação de Sua Santidade Francisco a Fátima, assim é nomeada esta viagem, a 19.ª do seu pontificado e a segunda como peregrino.

O Vaticano é um Estado à parte, não abrangido pelas normas do espaço Schengen, onde só o passaporte vale. Este é entregue no embarque e devolvido à chegada. A Portugal foram concedidos mais seis lugares para jornalistas neste voo, sem contar com a vaticanista Aura Miguel, da Rádio Renascença, a única portuguesa que tem acesso permanente à Santa Sé. As credenciais e o bilhete foram ontem entregues, os jornalistas pagaram 1738,15 euros pela viagem e mais 30 euros, imagino que para custear a documentação entregue antes da partida. Em troca recebemos material sobre a visita, a história de Fátima e uma nota introdutória sobre Portugal, bem como os papas que estiveram no país e as viagens pormenorizadas de Francisco.

Uma segunda brochura indica quem são os jornalistas a bordo, 72, menos de metade tem direito a lugar marcado. O resto, é o salve-se quem puder, porque é usual o Papa Francisco vir à zona da comunicação social apresentar cumprimentos. Entre os convidados especiais do Papa, viajam o cardeal Saraiva Martins e o monsenhor Ferreira da Costa, um dos dois padres nas cerimónias oficiais para traduzir os discursos papais. O preço da viagem é elevado, a do Egito custou 900 euros. O DN soube que terá que ver com o facto de a Base Aérea de Monte Real não estar preparada para receber um avião desta envergadura, obrigando à deslocação de militares. Fazem-nos recomendações sobre as horas de embargo dos discursos do Papa, que nos são entregues antecipadamente, e pedem-nos vestimenta escura. A viagem de ida é pela Alitalia, a de regresso pela TAP.

Os jornalistas que vão no voo são obrigados a voltar a Roma, mesmo os portugueses.

No Vaticano

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG