Câmara de Loures aprova projeto para recuperação do Palácio Valflores

O projeto de restauração do Palácio Valflores terá um custo de mais de um milhão de euros

A Câmara Municipal de Loures aprovou um projeto para a execução de obras de recuperação e restauro do Palácio Valflores, em Santa Iria da Azóia, uma intervenção orçada em mais de um milhão de euros.

O projeto, que foi aprovado esta quarta-feira por maioria em reunião do executivo liderado pelo comunista Bernardino Soares, prevê a execução da consolidação estrutural, restauro e proteção de elementos arquitetónicos do Palácio Valflores.

O Palácio Valflores, construído no século XVI e considerado um exemplo da arquitetura residencial renascentista em Portugal, tinha sido considerado há um ano um dos 14 monumentos mais ameaçados na Europa, segundo uma lista divulgada pela Europa Nostra, principal organização europeia do património.

Em declarações à agência Lusa, o vice-presidente da Câmara Municipal de Loures, Paulo Piteira, explicou que este projeto terá um custo de mais de um milhão de euros e será composto por uma "fase inicial", desenvolvida em três etapas.

"Na fase inicial queremos evitar a todo custo que o palácio caia. Se não queremos perder o que lá está temos de defender a estrutura", sublinhou o autarca.

Paulo Piteira referiu que a primeira etapa da fase inicial de recuperação do palácio vai arrancar no próximo ano e será submetida a uma candidatura a fundos comunitários, no valor de 328 mil euros: "Relativamente às fases dois e três teremos de procurar outras fontes de financiamento, pois trata-se de um esforço municipal muito elevado", ressalvou.

O autarca disse, ainda, que o objetivo da fase inicial é tornar o palácio visitável, não existindo ainda uma previsão temporal.

Em termos globais, a Câmara de Loures estima que a recuperação total do Palácio de Valflores custe cerca de cinco milhões de euros.

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