"Barão" do crime chinês usou nove identidades diferentes

Lucrou cinco milhões de euros com imigrantes chineses ilegais. Chen Xiaomin, tradutor chinês, naturalizado português, foi condenado a 12 anos mas fugiu do país porque não estava preso. É procurado pela Interpol

O guião da vida de Chen Xiaomin dava uma grande produção de Hollywood. Aos 43 anos, este tradutor chinês procurado pela Interpol já teve nove vidas diferentes, como um gato. Usou nove identidades com recurso a passaportes falsificados e cortes de cabelo variados. Segundo conta na edição de hoje o Jornal de Notícias, em 10 anos, a trabalhar a partir de casa, em Matosinhos, este "barão" do crime lucrou quase cinco milhões de euros com vários esquemas de imigração ilegal envolvendo centenas de cidadãos chineses a quem conseguia autorizações de permanência com documentação falsificada e através de uma rede de empresas de fachada.

A rede montada incluía 156 empresas de que era dono ou gerente, no norte do país, para que os imigrantes fizessem o percurso de três meses necessário à legalização.

O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) acabou com o império de Xiaomin. O homem foi condenado a 12 anos de prisão por centenas de crimes de falsificação de documento agravada, auxílio à imigração ilegal, branqueamento de capitais, contrafação de chancela e ainda posse de arma ilegal. O tribunal decretou ainda o arresto de 4,9 milhões de euros em bens, como apartamentos, carros e dinheiro.

Segundo o JN, quando foi detido pelo SEF em 2011, a justiça deixou-o em liberdade e ele entretanto fugiu. Terá sido visto pela última vez em Jacarta, na Indonésia.

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