Temperatura na Terra aumenta a um ritmo superior ao dos últimos mil anos

Fenómeno El Niño e emissões de dióxido de carbono justificam fenómeno

O planeta Terra está a aquecer a um ritmo superior ao dos últimos mil anos, revelou, esta terça-feira, Gavin Schmidt, diretor do Instituto Goddard para os Estudos Espaciais da Agência Espacial Norte-Americana (NASA).

Em 2016, o aumento médio global da temperatura ficou-se pelos 1,38ºC relativamente aos valores registados no século XIX, um nível perigosamente próximo do limite previsto (1,5ºC) pelo Acordo de Paris (tratado aprovado em dezembro de 2015 sobre a redução da emissão de CO2 a partir de 2020, no âmbito da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima.) De acordo com Schimdt, é, por isso, improvável que a meta acordada seja cumprida.

"Não há qualquer período histórico que tenha conhecido a tendência de aumento das temperaturas vivida [desde] o século XX", sublinha o cientista. Julho foi o mês mais quente desde 1880 (ano em que se deu início à documentação moderna das temperaturas) e 2016 será provavelmente considerado o ano com temperaturas mais elevadas alguma vez registado. Desde outubro de 2015 que cada mês é mais quente que o anterior.

As causas? O conhecido fenómeno El Niño (alteração significativa, mas de curta duração, na temperatura da superfície do Pacífico) e, é claro, as emissões de dióxido de carbono.

Se o ritmo atual de emissão de CO2 se mantiver por mais cinco anos, a possibilidade de concretizar a meta do acordo de Paris será muito próxima de zero. De qualquer modo, o dióxido de carbono já produzido pela indústria energética, transportes e agricultura será responsável pela subida provável de pouco menos de um metro do nível do mar até ao final deste século.

"Não há pausa ou hiato no aumento da temperatura", termina Schimdt, que diz não haver sinais de que a tendência esteja a ser invertida.

Num período de cinco mil anos, a temperatura na Terra aumenta, geralmente, quatro a sete graus. Desde o último século que o ritmo de aquecimento é dez vezes maior que o anterior, reporta o The Guardian.

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