Até agora clientes da Lusa "não foram afetados" pelo ciberataque

"O facto de ter havido diminuição não significa que não existam futuros ataques, dado que o padrão dos mesmos é muito errático e imprevisível", alerta o gestor.

A Lusa foi alvo de ciberataque que visa "a instabilidade no serviço" ou até mesmo "indisponibilidade total", mas o presidente da agência de notícias garantiu esta segunda-feira que "até ao momento" os clientes "não foram afetados".

Num comunicado enviado aos trabalhadores, o presidente do Conselho de Administração, Joaquim Carreira, atualizou a situação do ciberataque de que a Lusa foi alvo na semana passada, mais concretamente na quinta-feira.

"Durante o fim de semana verificou-se uma diminuição do nível de ataques, considerando a sua frequência e dimensão", afirma Joaquim Carreira, que explica que "este tipo de ciberataque -- Distributed Denial of Service ( DDoS) -- caracteriza-se, de uma forma muito resumida, por criar uma saturação na resposta de servidores 'web', levando a instabilidade no serviço ou mesmo indisponibilidade total".

No entanto, "até ao momento, e de acordo com a informação recebida, os nossos clientes não foram afetados com indisponibilidade de serviço", asseverou o presidente do Conselho de Administração da Lusa.

"O facto de ter havido diminuição não significa que não existam futuros ataques, dado que o padrão dos mesmos é muito errático e imprevisível", alerta o gestor.

Assim, "iremos continuar a acompanhar, a monitorizar e a implementar soluções de mitigação, juntamente com os nossos parceiros tecnológicos", acrescenta o executivo.

No sábado, Joaquim Carreira tinha informado que a Lusa tinha sido alvo de um ataque informático nas últimas 48 horas, que estava a causar uma "continuada instabilidade do serviço" noticioso.

Na altura referiu que o incidente já tinha sido comunicado às autoridades competentes, lamentando "o transtorno causado" aos trabalhadores, clientes e utilizadores dos serviços da Lusa.

A Lusa é o mais recente alvo de um ciberataque em Portugal, num ano que tem sido marcado por ataques informáticos a empresas como a Impresa, dona da SIC e do Expresso, o grupo Vodafone Portugal, os laboratórios Germano de Sousa, entre outros.

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