Arábia Saudita apresenta boas práticas em Lisboa

A Arábia Saudita é o único país com um pavilhão próprio na Conferência dos Oceanos.

Pensa-se em Arábia Saudita e a primeira imagem que nos ocorre evoca desertos a perder de vista. E, no entanto, este é também um país de mares, dois dos quais, de enorme importância estratégica, são bem conhecidos dos portugueses desde o século XVI: o Golfo Pérsico e o Mar Vermelho. Pelas duas razões, a geográfica e a histórica, este país veio a Lisboa apresentar os seus objetivos para 2030, em termos de proteção marinha, em convergência com as metas das Nações Unidas.

Para o mostrar aos participantes na conferência e ao público português em geral, foi apresentado ontem, no Parque das Nações, o Pavilhão Blue Saudi, junto ao Altice Arena, numa cerimónia em que estiveram presentes o príncipe Saud Bin Abdulmohsen Bin Abdulaziz Al-Saud, embaixador Extraordinário e Plenipotenciário do Reino da Arábia Saudita em Portugal, e o chefe da delegação oficial saudita na Conferência dos Oceanos, Mohammed Ali Qurban.

Único país a apresentar um espaço próprio neste acontecimento coorganizado por Portugal, Quénia e Nações Unidas, a Arábia Saudita procura cativar-nos não só com a ambição das suas metas ambientais, como com as potencialidades turísticas dos seus mares, que podem ter temperaturas de 36 graus à superfície. Através de várias experiências de realidade virtual disponíveis no pavilhão, o visitante pode mergulhar entre corais e conhecer algumas das espécies marinhas que têm ali o seu habitat. Do mesmo modo, pode tomar contacto com o que de mais importante se está a fazer, tanto em termos de investigação científica nesta área, como de sensibilização das populações costeiras para a importância de boas práticas na atividade piscatória.

De referir, que o Mar Vermelho, ao contrário do que acontece noutros mares do mundo, ainda é habitat de 246 espécies diferentes de corais. O Pavilhão Saudi Blue está aberto ao público até 1 de julho.

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